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Foto: Getty Images

6 de novembro de 2014 - 3:04Automobilismo, Curiosidades, História

Estreantes na Sauber

O brasileiro Felipe Nasr anunciou ontem que vai estrear na Fórmula 1 em 2015 pela Sauber. Embora sua chegada muito se dê pela crise financeira – o dinheiro do Banco do Brasil ajudará a manter o time vivo -, dar chances a novos talentos não é novidade na trajetória da equipe suíça. Em 21 anos de história, a Sauber foi a porta de entrada de vários nomes na Fórmula 1 e Nasr será o décimo deles. Dos nove até aqui, cinco se tornaram vencedores na F1, dois deles campeões mundiais. Outros, no entanto, não tiveram o mesmo sucesso.

Vamos a eles, pois.

 

Heinz-Harald Frentzen (1994)

Foto: Getty Images

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Logo em sua segunda temporada na F1, a Sauber resolveu promover a estreia de Heinz-Harald Frentzen. Grande rival de Michael Schumacher nas categorias de base, não só nas pistas – Corinna Betsch, que viria a casar com Schumacher, era namorada de Frentzen -, o alemão era uma promessa, ainda que sua carreira tivesse ficado estagnada por dois anos.

A aposta deu certo. Logo no primeiro ano, Heinz-Harald chegou quatro vezes na zona de pontução (que então ia somente até o sexto lugar) e terminou a temporada num honroso 13º lugar. Ficou no time por três anos, até mudar-se para a Williams. Fez duas temporadas ruins, ainda que tenha vencido uma prova, e depois migrou para a Jordan, onde atingiu o ápice da carreira, chegando a brigar pelo título até as últimas corridas de 1999. Depois de rápidas passagens por Prost e Arrows, retornou para a Sauber em 2002, onde encerrou a carreira em 2003.

 

Jean-Christophe Boullion (1995)

Foto: Getty Images

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Não lembra dele? Não tem problema, quase ninguém lembra. Jules Boullion foi chamado pela Sauber em 1995 para substituir Karl Wendlinger, que fazia uma temporada ruim depois de recuperar-se de um grave acidente em Mônaco, no ano anterior. Então piloto de testes da Williams, o francês disputou 11 corridas e não fez nada de especial. Mesmo marcando pontos duas vezes, ficou sempre muito atrás do companheiro Frentzen. Para as duas últimas provas da temporada, cedeu o cockpit novamente para Wendlinger e nunca mais correu de Fórmula 1, embora tenha feito novos testes para Williams e Tyrrell. Talvez o único mérito do gaulês tenha sido usar um capacete com pintura quase idêntica à do mito Ivan Capelli.

 

Norberto Fontana (1997)

Foto: Getty Images

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A temporada de 1997 foi muito esquisita para a Sauber. No ano inicial daquela que seria uma longa parceria com a Ferrari, o time suíço cedeu um cockpit para os italianos. Durante boa parte do campeonato, o companheiro de Johnny Herbert foi o italiano Nicola Larini, piloto de testes ferrarista. No meio da temporada, foi substituído por Gianni Morbidelli, que também tinha vínculos com Maranello. Mas Morbidelli sofreu uma fratura no braço e ficou fora de combate. Então, Peter sauber chamou o argentino Norberto Fontana, que vinha de uma boa temporada na Fórmula Nippon.

Porém, Fontana fracassou retumbantemente. Disputou quatro GPs, tendo como melhor posição de largada um 18º lugar. Em corrida, chegou no máximo em nono. Como num passe de mágica, sumiu da F1. Mas acabaria ganhando alguma notoriedade anos mais tarde, quando admitiu publicamente que recebeu orientações da Ferrari para, enquanto retardatário, atrapalhar Jacques Villeneuve e beneficiar Michael Schumacher no GP da Europa, a corrida que definia o título mundial. Como se sabe, não deu certo.

 

Kimi Räikkönen (2001)

Foto: Getty Images

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Peter Sauber criou polêmica no final de 2000, quando anunciou o jovem Kimi Räikkönen como seu piloto para a temporada 2001. Com apenas 21 anos, o finlandês não tinha nem 20 corridas de monopostos no currículo e era considerado inexperiente demais para a Fórmula 1. Vindo direto da Fórmula Renault, o entendimento geral era de que Kimi estava queimando etapas. Porém, a escolha ousada de Sauber provou-se certeira. Räikkönen fez um belo campeonato, ofuscando seu companheiro Nick Heidfeld e roubando dele uma vaga que se dava como certa na McLaren para 2002. O resto é história. Kimi é um dos maiores da F1 desde então.

 

Felipe Massa (2002)

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Felipe Massa chegou à F1 via Sauber em 2002, graças ao acordo de cooperação entre o time suíço e a Ferrari, equipe que detinha o seu contrato. Fez uma boa primeira temporada, mas irritou o dono do time ao não obedecer uma ordem para deixar seu companheiro Nick Heidfeld ultrapassar no GP da Europa. Levou um sabão de Peter Sauber e teve seu contrato para 2003 rescindido. Porém, graças à pressão da Ferrari, retornou em 2004 e provou todo seu talento. No GP do Brasil, chegou a liderar a corrida. Dois anos depois, foi chamado pela Ferrari para substituir Rubens Barrichello e tornou-se um vencedor na categoria.

 

Robert Kubica (2006)

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No período em que a gestão da equipe estava com a montadora BMW, Robert Kubica foi promovido de piloto reserva a titular no meio da temporada, depois que o time decidiu romper o contrato com o veterano Jacques Villeneuve. Promessa da World Series, o polonês obteve um pódio em Monza, logo na terceira corrida. Dali em diante, virou a grande referência da equipe, conquistando em 2008 a única vitória da Sauber na Fórmula 1, no GP do Canadá. Mudou-se para a Renault em 2010 e tinha potencial de um futuro campeão, até que um acidente numa prova de rali em 2011 quase causou a amputação de seu braço direito. Depois disso, nunca mais pôde retornar à F1.

 

Sebastian Vettel (2007)

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Mesmo sob contrato com a Red Bull, Sebastian Vettel passou toda a temporada de 2007 testando pela BMW Sauber. Quando Robert Kubica lesionou-se em um acidente no Canadá, a equipe precisava de um substituto para o GP dos Estados Unidos. A escolha por Vettel, que já conhecia o carro, foi óbvia. E deu muito certo. Com apenas 19 anos, o alemãozinho marcou pontos logo na estreia e tornou-se, na época, o mais jovem pontuador da história da F1. Hoje tetracampeão e dono de um talento indiscutível, é a principal estrela da categoria.

 

Sergio Pérez (2011)

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O mexicano chegou à F1 em 2011 cercado de suspeitas. Mesmo com um vice-campeonato da GP2 no currículo, a visão geral era de que tinha descolado uma vaga na Sauber apenas por causa do vultoso patrocínio da Telmex. Teve uma primeira temporada apagada, mas calou os críticos em 2012, quando fez um campeonato excepcional. Pérez bateu na trave, quase vencendo o GP da Malásia e subindo três vezes ao pódio na temporada. Tamanha façanha lhe rendeu uma vaga na McLaren, mas que durou muito pouco. Foi demitido no final do ano, ainda que tivesse dois anos de contrato. Tido como genioso e antipático, o Ligeirinho teve que buscar um lugar na Force India, onde busca renascer na carreira. Mas continua fazendo bobagens.

 

Esteban Gutiérrez (2013)

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Este sim, provou estar na F1 apenas por ser mexicano e, assim, ocupar a vaga que a Telmex comprou na Sauber. Em duas temporadas, nenhum lampejo de brilho, com corridas medíocres. O anúncio da dupla Felipe Nasr/Marcus Ericsson para 2015 confirmou a suspeita de que levaria um chute nos fundilhos. Dificilmente permanecerá na Fórmula 1.

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comentários

1 comentário

  1. Danilo disse:

    Mais posts Capelli, mais posts!!

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