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17 de março de 2013 - 17:43Análises, Automobilismo

Depois de 35 anos, Lotus volta a vencer na estreia

Tudo bem, todo mundo sabe que a Lotus ficou fora da Fórmula 1 por quase 18 anos. Tudo bem, todo mundo sabe que essa Lotus não é exatamente aquela Lotus do passado. Mas e daí, efemérides são legais!

O fato é que a vitória de Kimi Raikkonen hoje em Melbourne repetiu um feito que não acontecia desde 1978: uma Lotus ganhando a corrida de abertura da temporada. O último autor da façanha havia sido o ítalo-norte-americano Mario Andretti, que chegou em primeiro no GP da Argentina de 1978, em Buenos Aires. Naquela temporada, a Lotus terminou o ano como campeã de pilotos e construtores. Por sinal, o último título da equipe até aqui. E, não só por isso, foi uma temporada marcante.

A equipe disputou as cinco primeiras provas com o carro do ano anterior, o Lotus 78. Mesmo assim, conquistou duas vitórias: com Andretti na Argentina e com Ronnie Peterson na África do Sul. Quando, na Bélgica, apareceu com seu modelo novo, o Lotus 79, a F1 entrou em choque.

Absolutamente revolucionário, a obra-prima do genial Colin Chapman esmagou a concorrência. O carro inaugurava o conceito de carro-asa, com saias laterais esculpidas em forma de asa invertida em sua base. Com isso, o efeito aerodinâmico gerado grudava o carro no chão, permitindo contornar curvas velozes com mais aceleração, de uma forma nunca vista até então. O carro-asa acabou com as derrapagens controladas tão características da pilotagem da década de 70 e trouxe a Fórmula 1 a um novo patamar de pesquisa aerodinâmica.

O resultado disso foi uma sequência de vitórias esmagadoras. Andretti e Peterson ganharam seis das oito provas seguintes, um domínio que a categoria desconhecia até então. O norte-americano sagrou-se campeão com duas provas de antecedência, na Itália, em outro momento também marcante. Mas triste. Não houve festa.

Ronnie Peterson envolveu-se em um acidente na largada, sofreu algumas queimaduras e teve as pernas fraturadas. Foi grave, precisaria de cirurgia para corrigir as fraturas, mas nada que inicialmente causasse maiores preocupações. Porém, o piloto sueco sofreu de complicações pós-operatórias e acabou falecendo na madrugada, vítima de embolia pulmonar.

Uma grande temporada, mas que se encerrou de forma melancólica.

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comentários

9 comentários

  1. [...] Sobre o dilema Lotus, convido-os a dar uma passadinha no blog do Capelli e conferir seu texto. O link, aqui. [...]

  2. pc disse:

    O fundo do carro tinha o perfil de asa invertida, as saias laterais eram para manter o escoamento sem perturbações outras.

  3. Zago disse:

    Somando Lotus e 1978 só me lembra a morte do Peterson mesmo. O rolo foi a largada, pela primeira vez com semáforo. Os carros do fundo largaram lançados pq o diretor de prova acendeu a luz verde antes e aí deu-se a merda no estreitamento de pista que tem ali no fim da reta de Monza.

  4. Rodrigo Mattar disse:

    Detalhe é que o Peterson foi obrigado pela equipe a largar em Monza com o Lotus 78.

  5. Alemão disse:

    Depois de 3 meses e meio, Cappelli enloquecido faz dois posts no mesmo dia!!!

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