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24 de março de 2013 - 17:33Análises, Automobilismo

Azedou de vez

Webber e Vettel no pódio: confiança quebrada, clima azedo na equipe. Foto: Mark Thompson/Getty Images

O GP da Malásia foi uma daquelas corridas que ficam célebres não exatamente pelo que aconteceu em pista, mas por toda discussão provocada pelo comportamento dos pilotos em relação ao seu companheiro de equipe. A briga pela vitória entre as Red Bull de Sebastian Vettel e Mark Webber, por mais que tenha sido linda na pista, foi ofuscada por tudo que se ficou sabendo logo após a bandeirada.

De início, parecia que a disputa entre ambos era esportiva em sua essência, já que dois parceiros de equipe disputaram roda a roda – de maneira perigosa até – a liderança, aparentemente sem influência da equipe. O problema é que não foi exatamente assim. Após a última rodada de pit stops, a Red Bull escolheu Webber, que estava à frente, como vencedor. Pediu que os pilotos administrassem as posições, baixassem as rotações do motor e terminassem a corrida sem sustos. Mas Vettel desobedeceu as ordens, partiu pra cima e engoliu Webber. Estava feito o estrago.

E aí vem a mais contraditória das situações: os espectadores e fãs, em geral, detestam jogo de equipe. Querem ver briga na pista, e ela houve. Mas ninguém gostou da atitude do tricampeão e houve uma espécie de compaixão por Webber, por mais que normalmente todo mundo queira mesmo que um piloto mande ordens de equipe às favas. Que vença o melhor, não é isso? Vettel não foi o melhor?

Não. Simplesmente porque ambos estavam em condições desiguais. Webber obedeceu ordens, reduziu a potência, diminuiu o ritmo. Vettel ligou o foda-se, passou e não deu ao companheiro a chance de brigar em igualdade. Foi traíra. E de traíra ninguém gosta.

Não foi a primeira vez que isso aconteceu na F1. Michael Schumacher fez o mesmo com Rubens Barrichello na última volta do GP de Mônaco de 2005 e foi a gota d’água para que o brasileiro antecipasse o rompimento de seu vínculo com a Ferrari. Em outro momento mais célebre, Didier Pironi colocou Gilles Villeneuve na mesma situação no GP de San Marino de 1982. E foi um evento até mais grave, já que o francês ultrapassou o canadense “ilegalmente”, mas tomou o troco. A equipe mandou tudo ficar como estava e Pironi desobedeceu de novo. E eles trocaram de posições mais duas vezes, enquanto Villeneuve acreditava piamente que ganharia a prova porque assim estava combinado. Quando Pironi cruzou a linha em primeiro, estava desfeita ali uma amizade, e para sempre. Gilles perderia a vida duas semanas depois num acidente quando tentava desnecessariamente superar o companheiro nos treinos em Zolder. O leite azedou de forma trágica.

Em Sepang, a própria equipe, pelo rádio, deu o recado para Vettel: “Isso foi infantil, Seb”. E desculpou-se com Webber: “Ele foi informado”. É admirável que o alemão tenha a sanha de vencer, que não queria ficar atrás de forma alguma, mas daí para escorregar no limite ético basta um passo. E Vettel cruzou essa linha hoje enquanto fazia uma bela ultrapassagem.

O resultado disso foi um pódio dos mais constrangedores da história da F1. Na antessala da premiação, Sebastian tomou uma reprimenda de Adrian Newey. Quando Webber chegou, nem olhou nos olhos do colega, passando reto. E esbravejou qualquer coisa, que só não virou bate-boca por causa das câmeras. No pódio, todos com cara de cu. Inclusive Lewis Hamilton, que só foi terceiro por ordem da equipe, que não deixou Nico Rosberg, visivelmente mais rápido, ultrapassar. Mas, neste caso, foi uma combinação devidamente cumprida. Lewis poderia estar constrangido, mas não houve desrespeito nem deslealdade.

Na coletiva, Webber foi bastante duro: “Seb tomou suas próprias decisões hoje e terá proteção, como de costume. E é assim que é”. O australiano entende que o companheiro tem respaldo da equipe, que precisará se esforçar para demonstrar que não é bem assim. Até porque agora dificilmente Mark obedecerá ordem semelhante quando estiver em desvantagem. O relacionamento complicado na equipe, antecipado pela Revista Warm Up há 10 dias, azedou de vez. Vettel admitiu a culpa, pediu desculpas, mas isso não se resolverá assim. Ayrton Senna e Alain Prost nunca mais conseguiram conviver depois que o brasileiro fez algo similar em Imola, em 1989. E confiança, uma vez quebrada, nunca mais se reconquista.

Vettel, até então um sujeito de reputação inatacável, precisa tomar cuidado. Está virando o fio.

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comentários

35 comentários

  1. Robson Moraes disse:

    Alemão discípulo de M. Schumacher?

  2. Sergio disse:

    Esta ficando dificil, assistir as corridas. Essa impossibilidade de companheiros de equipe brigarem por posições esta transformando a F1 em um esporte de castrados. Barrichelo foi o mais famoso, agora Massa e tantos outros. Lembrar das brigas de Senna x Prost, Piquet x Mansell, traz saudade do tempo da disputa ferrenha, que traz emoção ao esporte. Ficar duas horas vendo os carros andar um atraz do outro feito trenzinho, só trocando de posição em paradas de box, deixa o esporte entediante, ainda mas de madrugada. Acho que os fãs poderiam criar um movimento via rede social, para abolir essa castração dos segundos pilotos e mais radical ainda, abolir a comunicação por radio, com os pilotos durante a corrida. Cada faz o que quiser e o que puder dentro no cockpit! Ta ai a ideia!

  3. Glauco Jacow disse:

    Olha, realmente sou fã do Vettel, piloto que tem instinto de campeão, multi campeão no caso dele, corre pra ganhar sempre, independentemente de ordem de equipe, é primeiro piloto assumido e age assim, se tinha mais condições no final da prova, foi por mérito e ponto. Se não ganha, vai complicar no decorrer do campeonato, e fez bem em garantir pontos preciosos com a ausência do Alonso. Duvido a Red Bull demitir ele por ter desrespeitado ordens.

  4. Carlos disse:

    Sou a favor do esporte e contra manupulação e nessa eu discordo de vc!
    Quando assisto às corridas, quero ver competição e ultrapassagens e não um trenzinho dividido por equipes.
    O Vettel fez certo em deixar seu espirito de competitividade falar mais alto. Se o Nico tivesse tido a chance de passar o Hamilton, poderia lutar pela segunda posição.
    Ordens de equipe que interferem no resultado são uma merda!!!

  5. Valter disse:

    Ok, o Vettel podia ter mais calma, Ok o Vettel podia ter tido mais respeito pelo Webber, mas meus amigos….ele lutou por um lugar numa corrida. O que isso tem de mal?
    Muito pior foi a atitude da Mercedes que impediu Rosberg de lutar.
    Preferem um desporto em que os pilotos lutam entre si para decidir quem é o melhor ou preferem uma F1 em que os carros seguem atrás uns dos outros sob ordens das equipas de quando podem atacar?

  6. Andre nunes disse:

    Caro Ivam, gostaria que falasse da corrida do Massa. Parece aquele dos últimos anos, andando no pelotão de trás. Será que o carro estava tão ruim assim? Continuo com a opinião que para ele já deu. Grato, Andre Nunes

  7. [...] Tipo isso. Para ler o restante, clique em Azedou de vez. [...]

  8. Eduardo Lima disse:

    vamos la o que já deixei em outros comentários …

    Ninguém que está na ponta, chegou lá porque foi ou é bonzinho…, o Airton, quanto entre nós, ainda, sempre fez colocações nesse sentido… Lembrar o quanto o francês o atazanava… O que em que acabar, foi como o Razia (colocou durante a corrida transmitida pelo SPORTV)… apesar de estar no contrato dos pilotos (que a equipe fará o melhor para ela)… nessa hora o sangue quente fala mais alto… O outro alemão da Mercedes, ficou na dele, já o da RBR, o sangue ferveu… Mas tudo isso não teria evoluído se anos atrás o Rubens não tivesse obedecido, quando recebeu as ordens com os rádios abertos. resumindo, vai sobrar geral para uma ação de brasileiros… repito… O mais bonzinho mata pai e mãe para ir em baile de órfãos…

  9. Pedro Paiva disse:

    Ordens de equipe são ridículas. Se um piloto tem condições de passar o outro e estiver disposto a tentar, deve ir em frente. Vejo a mídia toda protegento o Webber, que obedeceu, e castigando o Vettel. Penso que um toque num daqueles botões no voltante já alteram o mapeamento do motor e etc e, se o Webber não entendeu que o Vettel queria mesmo ultrapassá-lo, depois de mais de uma volta botando pressão, então é um belo de um tonto. No fim do campeonato, se o Vettel ganhar por um ponto, boa parte da mesma mídia que o castiga hoje vai louvá-lo. Nico deveria ter passado Hamilton também. Sou a favor de ver o circo pegar fogo. Ponto básico: o cara tá lá pra vencer ou pra ficar bem com o companheiro de equipe? Pra mim a única coisa que não pegou bem foram as declarações do Vettel depois da corrida. Se ele tivesse dito: “Sou um piloto e estou aqui pra vencer” muito mais gente o apoiaria agora.

    • Erick Breder disse:

      Exato. E o pior é ver aqueles que “trabalham” e são “fãs de automobilismo”.. criticando Vettel.

      E eu também tenho minhas dúvidas, se logo após aquela primeira curva após o pit, onde Vettel já tentou passá-lo por fora, se Webber não mudou o mapeamento do motor, o mix de combustível.

      Vettel passaria de qualquer maneira. Por diferença de pneus e por ter o uso do DRS a seu favor.

    • Lucas dos Santos disse:

      Isso vai além de um “jogo de equipe” ou “jogo de cartas marcadas”. A questão toda é que pediram para o Webber poupar o equipamento para poder terminar a corrida com segurança e isso significaria andar mais devagar. E andar mais devagar, permitiria que o Vettel fizesse a ultrapassagem, o que, obviamente, era indesejável da parte do Webber.

      Dessa forma, qual é a condição para obedecer a equipe e andar com mais calma, conforme recomendado? Ter a certeza de que isso não custaria a posição na pista. Por isso a equipe precisava da colaboração do Vettel para que o Webber pudesse poupar o equipamento sem ser ameaçado. Isso garantiria que os dois carros terminariam a corrida e marcariam os pontos necessários para o campeonato de construtores. Mas o Vettel não colaborou e deu no que deu. Até mesmo o Cristian Horner o criticou, afirmando que o piloto colocou os interesses pessoais sobre os interesses da equipe.

      • Alexei disse:

        Todos os que defendem Vettel se esquecem que pilotos são empregados das equipes e recebem salário delas. Então, por mais que estejam ali para competir, há um chefe. Mandou, tá mandado. Se os pneus dos dois Red Bulls se esfrangalhassem no final da corrida e eles ficassem para trás, Vettel seria estrangulado por Horner, Marko e mesmo Mateschitz.
        Só que Vettel tem sorte e conseguiu ganhar. É um cara jovem, que se tornou estrela rápido demais e cedo demais (sem maturidade para tal). Ele precisa ser batido para aprender algumas coisas…

  10. Theophilo Chaves disse:

    Olá amigo!

    Você deixou seu recado sendo bem direto. Tenho por base minhas aceitações, porém discordo com a questão de que haja ou esteja surgindo um “traíra” na equipe. Acredito que Vettel não fez mais do que sua obrigação como piloto, teve alguns momentos perigosos entre os dois, sem dúvidas, entretanto essa corrida não foi algo do tipo: bem, Vettel precisa levar essa hoje por que essa é a última corrida do ano e ele está a beira de ser campeão. Hoje foi diferente, segunda corrida do ano, o piloto tem que correr atrás dos pontos que vão garantir o sucesso na competição. Isso sim é competição e não o que era antes com Barrichello e Schumacher. O Vettel foi melhor e provou isso dentro das pistas. Com duas voltas já estava com 4s na frente de Webber, vale relembrar. Será que Hamilton iria ter paciência e ficar com o 3°. ?

    Abraços amigos!!!

    Theophilo Chaves

  11. André disse:

    Não é porque recebe ordem que tem que aceitar. Vettel está muito certo. Se azedou que se dane. Com essa atitude ele mostra que é campeão e não traíra. Traíra são esses capachos chamados felipe massa. Esses são traíras da confiança da sua ex-torcida. Esporte tem quer ser assim. Que vence o melhor e me parece que Vettel é o melhor. Se Webber quer vencer, ande mais e fale menos.
    Pode estar virando o fio pra você Capelli. Pra mim essa atitude mostra mais dignidade ainda de não entrar nesses malditos joguinhos de equipe. PARABÉNS VETTEL!

  12. Erick Breder disse:

    Nessa eu tenho que discordar de você Capelli.

    Na minha opinião querer colocar Vettel como vilão na história é patético. Não que o alemão seja intocável, coisas assim… pode até ser que tenha passado um pouco do limite… mas já querer colocar o Vettel como um anti ético, é demais, na minha opinião.

    Com ou sem redução da rotação do motor, pela diferença de pneus (Vettel de médios e Webber de duros) e com a possibilidade de usar o DRS (já que Vettel voltou dos boxes encostado no Webber), o alemão muito provavelmente passaria Webber em condições normais de corrida. Assim como Massa passou 3 depois de sua última parada, e tirou uma vantagem de mais de 10s só em relação ao Grosjean, que no momento era o quinto.

    Vale lembrar que Rosberg também passaria Hamilton. E você mesmo postou no twitter quando viu as declarações de Ross Brawn impedindo a briga entre os pilotos da Mercedes que o “Rosberg deveria ligar o foda-se e passar”. Eu li teu twit. Então você estava pregando a falta de “ética” e agora está querendo defendê-la? E como falei, Vettel em condições normais, muito dificilmente não passaria o Webber.

    E se existe alguém para por a culpa, esta culpa deveria ser colocada na própria RedBull. Todos não criticam a Ferrari pela antiesportividade em vários momentos? Pois é, e eu não gosto nem um pouco da Ferrari por causa dessas “ordens de equipe”. Que é onde na minha opinião está o problema.. “Ordens de equipe”.

    E não gostei do que fez a Mercedes hoje, e nem a RedBull. Tá certo que estas equipes não chegaram ao ponto de mandar o piloto da frente, deixar o de tras passar, quebrar lacre do câmbio de um pra mudar ordem da classificação.. etc..Mas só o fato de impedir um piloto de corrida de tentar vencer, ainda mais quando isso é claramente possível, já é um problema… pelo menos na minha opinião.

    Fico espantado, quando aqueles que se dizem “fãs de automobilismo” compactuam com atitudes de tais equipes, e passam a criticar os pilotos, estes, muitas vezes reféns deste sistema pouco esportivo da F1 atual. Ou Massa não seria uma vítima na Ferrari? Não venho aqui dizer que Massa é melhor que Alonso, pelo contrário, mas quantas vezes a equipe lhe prejudicou em benefício ao espanhol?

    O problema é outro meu caro… é o da F1 cada vez menos esportiva e cada vez mais business.

    E se a relação Webber e Vettel azedou… que a RedBull tome cuidado pra não azedar a imagem dela como equipe de F1 também.

    • angelo disse:

      e pensar q eu senna, prost, mansel se degladiando. tudo ficou politicamente correto, a f1 nao ficou d fora. como se ja nao bastasse q so faltam botar um robo no lugar do piloto, tamanho a monotonia q a tecnologia transformou as corridas.

      • Erick Breder disse:

        É isso que deveria ocorrer. Se a RedBull tivesse virado pros pilotos e falado “Webber e Vettel, resolvam aí na pista, só não bata um no outro”.

        Até porque com o DRS hoje em dia, é até menos complicado, o cara que tá atrás, cola no adversário e passa. Se o outro tiver velocidade pra acompanhar, ele consegue dar o troco na volta seguinte… se não, ele fica pra trás..

        Hoje o Hulk e o Raikonnen não trocaram de posições algumas vezes? Alguém bateu, no outro? Acabou com a corrida de alguém?

        É isso que as equipes deveriam permitir entre os seus pilotos. Até porque a Mercedes não tava nem mais ameaçando a RedBull, e tinha menos de 10 voltas pro final.

    • ANDRÉ SCHMIDT disse:

      Concordo plenamente, hoje a formula 1 não passa de “só mais um negócio” e é até bom que essas coisas aconteceçam para que as pessoas percebam isso, corridas lado a lado, cada um por sí não existe mais.

      Deveria ser abolido o rádio, que voltem as enormes placas na reta dos boxes apenas indicando para entrar no box, troca de pneus, combustivel…..etc… isso ta ficando uma palhaçada.

      Como se sentiram as pessoas que torciam por Weber (que foi foi enganado, se foi proposital pela equipe ou não, isso não sabemos)
      Como se sentiram os torcedores do Nico…..que não pode passar Hamilton……e os torcedores que pagam ingressos caríssimos para assistir uma corrida que não é definida na pista e sim por um cara com um radio na mão e um celular com o patrocinador na outra.

      Ah e mais, e quem ta em casa assistindo, fica quase 2h na frente da TV para ver uma corrida se definir assim. Um que passou e não devia passar (supostamente) e outro que não passou porque não quis,

      De qualquer maneira nenhuma das atitudes é correta, obedecer e ser taxado de froxo ou passar e ser taxado de Vigarista.

      Vamos voltar as antigas.

      Menos negócios e mais corridas.

    • Rogerio disse:

      Falou água agora, para não dizer que falou merda.

      Webber foi o último a parar e estava 4seg a frente de Vettel quando este parou. Ali a equipe já tinha informado os pilotos. Porém depois de parar Vettel socou o pé no acelerador tirando vantagem tentando ficar a frente de Webber quando esse parasse nos box já sabendo que não era para ultrapassar. Não deu certo e ai o cara falou vai a merda pq quero essa posição e todo mundo sabe o resto.

      Webber voltou de pneus duros e mesmo que a equipe fosse deixar os 2 brigarem, no fim da prova Webber teria mais carro para recuperar a posição só que a bagunça já estava feita e Webber só esperou para ver se Vettel ia devolver a posição. Quem acompanha a corrida pelo Live Timming e foi atento percebeu tudo isso. Tirou o pé mesmo com pneus melhores. Também deu para perceber que na ultrapassagem Webber ficou com o carro por dentro com medo de um acidente desnecessário coisa que duvido que irá evitar na próxima.

      Sobre a Mercedes foi sacanagem da equipe. Ali não fazia sentido nenhum. Ninguém compreende o pq da decisão.

      • Vinicius disse:

        sei…
        com medo de provocar um acidente…
        se daquele jeito,quase enterrando Vettel no muro, ele tava com medo,imagina se tivesse vontade mesmo…

    • Vinicius disse:

      e desde quando a relação Vettel e Webber foi sadia?

      Se fossemos falar de trairagem,Webber é muito mais carimbado nisso que Vettel(vide os 2 anos na Jaguar,que hj é a Red Bull e as insubordinações nos GPs da Turquia e da Inglaterra em 2010,Inglaterra de novo em 2011 e Brasil no ano passado).

      Então,Webber não tem moral nenhuma pra reclamar disso,alias a Red Bull foi até condescendente demais com suas atitudes nada abonadoras.

      • Lucas disse:

        Nossa, nem sabia que ainda existia esse pessoal que acha que o Webber é um “traíra” que “sacaneava” o Pizzonia na Jaguar. Bacana me deparar com um raro fóssil desse tipo de pacheco :)

        • Márcio Vilarinho Amaral disse:

          Claro, o Pizzonia também foi sacaneado quando dividiu a Williams em quatro ou cinco provas com o Webber (que não se dava de jeito nenhum com a equipe). Assim como Hector Rebaque foi sacaneado na Brabham em favor de Nelson Piquet, Satoru Nakajima foi sacaneado na Lotus em favor de Ayrton Senna… Ah, esqueci que só os brasileiros são sacaneados.

  13. Cristiano disse:

    Mas Capelli,o Webber quase o jogou pra fora aqui no Brasil e estava valendo o título mundial. Para mim, parece mais choro mesmo, porque o Vettel deixou bem claro durante a prova que ele queria passar o Webber e a equipe não permitiu. A coisa já estava bem azeda antes. Agora foi só a “cereja no bolo”.

    • Vinicius disse:

      e ninguem aqui desceu a lenha no Webber quando ele fez isso e hj Vettel devolveu na mesma moeda.

      e ninguem aqui se lembra do tratamento obsceno que ele tinha na mesma equipe quando se chamava Jaguar(Pizzonia,Wilson e Klien que o digam),Parece que todo mundo aqui caiu na labia do Australiano Canastrão….

      • Lucas disse:

        ô, Vinícius, me explica uma coisa: se o Pizzonia perdia adoidado pro Webber na Jaguar porque o australiano era “traíra” e de alguma forma fazia com que a equipe trabalhasse a favor dele, então porque que quando os dois se encontraram novamente na Williams, *mais uma vez* o Webber foi muitíssimo superior ao Pizzonia? Você vai me desculpar, mas pra mim essa história de que Webber tinha “tratamento obsceno” na Jaguar não cola. Ele simplesmente era melhor que o Pizzonia e ponto.

  14. Paulo McCoy Lava disse:

    Prezado Ivan, tudo bem?I hope so.
    Por favor, me tire uma duvida: recebi, por parte da MARLBORO, a edição 2013 do MEDIA GUIDE — aquele famoso livro de estatisticas que, claro, voce possui e utiliza para produzir textos e compartilhar estatisticas, etc.
    So what?
    Minha duvida — posto nota que li no site GRANDE PREMIO — e igualmente ouvi na TV: Na página 917 do citado anuario, aparecem 197 corridas do Alonso na carreira. Na pagina 1360 do mesmo anuario, no quesito NUMERO de GPs disputados, Alonso igualmente contabiliza 197 participações.
    Entâo: se no GP Australia ele fez a corrida 198, no GP Malaio, ele alinhou para a corrida de numero 199.
    Mais: nos comunicados da FERRARI divulgados durante a semana… NAO houve menção à tal algarismo (200) ou mesmo sobre a efeméride (200 GPs, etc).
    Apreciaria sua opinião; qualquer coisa, posso te mandar via xerox AMBAS paginas, para vc verificar o que falei (sorry: Nao tenho como digitalizar aqui em casa… TALVEZ consiga na loja de fotos da cidade… mas não dou certeza).
    Atenciosamente,

    Paulo McCoy Lava
    Jornalista & Pesquisador
    (paulomccoybr@yahoo.com.br)

    • Capelli disse:

      Lava, foi a 200ª participação dele em Grande Prêmio, mas a 198ª largada. Ele até largou no GP da Bélgica de 2001, mas o câmbio quebrou na terceira volta. A corrida foi interrompida pelo acidente do Burti e as voltas iniciais foram canceladas. Com isso, a prova recomeçou do zero e a participação dele não foi considerada.

      O outro GP do qual ele participou, mas não largou, foi nos EUA em 2005, aquele do fiasco da Michelin. Por isso essa diferença nas estatísticas.

      • Paulo McCoy Lava disse:

        Oi Ivan.

        Amigo, boa noite. Grato pelo ‘reply’ e demais comments. Desculpe eventual transtono por este assunto de estatísticas (as “senhoras” que o personagem Chaves diz não conhecer. Ou ‘senhoritas’, de acordo com outro conhecido ícone, o Quicko). Mas, sério, agora: optei em te escrever apenas porque o topico envolvia o GP Malaio — em que a já acalorada situação envolvendo Webber x Vettel.
        Aproveito para indagar se voce irá comparecer em algum evento nacional aqui no RGS (e.g.:pensei que iria te ver na F Trcuk).
        With kind regards,

        Paulo McCoy Lava

  15. Willian Ifanger disse:

    Ivan, percebendo que o Vettel não alterou o mapeamento do motor pra levar vantagem, alguém da equipe não poderia ter avisado o Webber pra voltar atrás da decisão?

    Pra mim é tudo conversinha. A Red Bull trabalha toda pro Vettel, sabia exatamente o que estava acontecendo e ponto final.

    Veja bem, o cenário era de uma corrida em que o Alonso, teoricamente o maior concorrente, não estava pontuando e com o Vettel pertinho de vencer. E a Red Bull não iria perder a chance de colocar 25 pontos na conta do Vettel. Só precisava de um bom jogo de equipe.

    Como não funcionou nos boxes, deram essa “miguézinha” com a história do mapeamento. Não duvido nada que isso já esteja até combinado entre Vettel e a equipe, como um “plano B”.

    Se eu sou o Webber ligo o FODA-SE daqui pra frente e não sigo ordens (pelo menos desse tipo) de ninguém porque está na cara (mais ainda) que ele é só um número ali.

    • Capelli disse:

      Acho que a equipe não quis avisar o Webber porque aí a chance de dar merda era ainda maior.

    • Vinicius disse:

      e desde quando o Webber seguiu alguma ordem da Red Bull?
      se seguisse,não teria prensado Vettel no muro na Largada do GP do Brasil ano passado e nem teria feito o que fez nos GPs da Turquia em 2010 e da Inglaterra em 2010 e 2011.
      o Webber sempre ligou o botão foda-se,mas hj Vettel ligou o seu botão foda-se…

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