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27 de março de 2011 - 6:50Análises, Automobilismo

Asa móvel: #EpicFail

Foto: Clive Mason/Getty Images

Incrível como, ano após ano, a FIA se esforça em criar novidades no regulamento da Fórmula 1 que simplesmente não atendem em nada os objetivos propostos. O último #EpicFail da entidade foram as tais asas móveis, que estrearam no GP da Austrália.

O recurso, criado com o intuito de facilitar ultrapassagens, revelou-se uma engenhoca inútil. No começo da prova, quando Jenson Button atacava Felipe Massa, que vinha num ritmo bem mais lento, imaginou-se que a asa móvel resolveria a parada. Com ansiedade, todos esperaram Button acionar o dispositivo pela primeira vez. O inglês fez a última curva da pista colado na Ferrari do brasileiro, a luz do volante acendeu, ele acionou o dispositivo e… nada aconteceu. O piloto da McLaren tentou ultrapassagens por oito voltas, até se afobar e cortar uma curva.

A asa móvel foi absolutamente inútil exatamente na situação a qual mais dela se esperava. Disputa direta de posição, dificuldade de ultrapassagem mesmo com um carro mais lento à frente. E a solução de todos os problemas não solucionou coisa nenhuma.

O caso Button-Massa foi o mais emblemático, mas em várias outras brigas na corrida a asa móvel foi utilizada. E, assim como no primeiro caso, de pouca coisa serviu. Virou apenas mais uma traquitana besta. Talvez sua maior valia tenha sido na ultrapassagem de Felipe Massa sobre Sebastien Buemi, no final da corrida. Ainda assim, uma manobra que provavelmente aconteceria também sem ela.

Talvez, em autódromos com retas mais longas, como Shanghai, ela sirva para alguma coisa. Mas é motivo de chacota criarem um frisson tão grande em cima de algo que, na prática, funciona apenas em determinadas condições. E assim segue a Fórmula 1, até a próxima “inovação” enfiada goela abaixo, sem resultados práticos.

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comentários

26 comentários

  1. Thiago disse:

    Esse artigo: #EpicFail, a asa funcionou, e muito!

  2. Jonas Martins disse:

    No final das contas, a asa móvel deu certo pra caramba! Acontece…

  3. Danilo A. disse:

    A nova asa deu muito certo, Capelli.

    Fail.

  4. Becken disse:

    Dois problemas:

    1. Foi a FOTA, a entidade formada pelas equipes, quem propôs e fez o favor de “abortar” a asa móvel no ano passado. A FIA apenas regulamentou a “genial” ideia das próprias equipes que têm, sim, interesse em apimentar o show, afinal são elas as maiores beneficiadas.

    Há muita decisão estapafúdia da FIA, mas por essa ela não deve ser culpada.

    2. A F1 não é NASCAR. Ultrapassagem dever ser díficil, arrancada á fórceps se possível por que ter habilidades defensivas é qualidade no CV de qualquer piloto top.

    Vendo sob esta perpspectiva, acho que a asa fez o seu papel por que ela não deve dar uma vantagem tão absurda a quem ataca. O ganho tem que ser marginal e mínimo mesmo. O sujeito no carro que faça o resto com sua habilidade.

    Tivesse o Hamilton atrás do Massa talvez o resultado fosse outro.

    Agora eu acho que a crítica real a asa dever ser de cunho conceitual. Ela produz uma resultado artificial e pior, não é produto da engenhosidade das equipes como foi o duto fontal da McLaren – uma surpresa tecnológica tão simples quanto genial que pegou toda as outras equipes de calça curta no início de temporada passada.

    A implementação da asa móvel mostra talvez o grande probelma da F1 atual: o excesso de padronização que, a cada dia, tolhe a criatividade dos engenheiros.

    Por que, afinal, não põe os caras para andar de GP2 e acaba com essa punheta eterna em torno de ultrapassagens?

  5. Pois é! A FIA ao invés de ajudar, só atrapalha.

  6. William_CGR disse:

    Eu acho válido todas as tentativas da FIA, porém antes mesmo de ser colocada em prática eu tinha uma dúvida simples:

    A asa móvel tem como princípio reduzir o arrasto aerodinâmico e aumentar a velocidade do carro, o que foi comprovado em testes que realmente acontece com resultado de até 12km/h.

    Porém esse resultado é em comparação ao carro em situação normal, já um carro em situação de vácuo consegue até mais que 12km/h de vantagem.

    O que a asa móvel pode realmente ajudar, é facilitar que o carro de trás pegue o vácuo, uma vez que pode ser acionada até quando se está 1s atrás do adversário, já o vácuo não faz um efeito significativo quando se está 1s atrás.

    O que falta ver, é nas pistas de retas mais longas, se a asa móvel ajudará o carro a entrar no vácuo… aí sim poderemos ver resultados positivos, pois na austrália dava para perceber que o carro de trás no fim da reta começava a ter muito mais velocidade, porém não dava tempo de executar a ultrapassagem… acredito que não ajudou muito.

    Agora se na Malásia não funcionar, pode jogar fora… hehehheh

  7. Marcio Duarte disse:

    Acho que a asa funcionou sim. Afinal de conta ela diminuiu o arrasto e o carro pega mais velocidade nas retas. Acontece que parece que a gente achava que as ultrapassagens iam acontecer bem artificialmente, e isso não aconteceu. Já que o piloto da frente aciona o KERS e se defende. Então ela é uma ferramenta a mais, e ajuda sim. Não é uma falha épica. É um dispositivo auxiliar.

  8. Leandro Alves disse:

    Discordo, acho que a Asa ajudou, logicamente não é simplesmente apertar e a ultrapassarem é garantida.. acho até melhor assim. Mas houveram outras ultrapassagens que não foram mostradas… como as de Rubens que saiu lá de trás pra 9º rapidamente… com certeza ele usou da Asa e do Kers para as ultrapassagens. Acho também que em pistas com retas maiores o sistema deve funcionar melhor, como por exemplo Malasia.

  9. Christian Feltrin disse:

    Além de todo o aparato eletrônico nos carros, e da quantidade de pessoas por de tras da tal de telemetria, um sério problema, é a equalização dos motores, todos são muito parecidos na potência e na limitação dos giros. Uma solução simples seria a liberação total de motores e combustíveis, limitando entretanto a quantidade de combustível, que seria igual para todos, ex 150 litros por carro.
    Ai poderiamos ver carros superpotentes e beberrões, tendo que lidar com a aqueles mais econômicos e menos potentes.
    De qualquer forma, algo tem que ser feito a curso prazo.
    Christian

  10. Thiers disse:

    Capelli, discordo que ela seja algo inutil e falho, acho que o problema maior está na sua regra, de só usar na reta dos boxes, dessa zona ridicula de ultrapassagem, acho que ela causa sim diferencial pra ultrapassagem, não tanto quanto o KERS pelo visto, mas é algo interessante sim e nem deixa o carro mais pesado, quem sabe o uso da asa, fosse livre como é nos treinos, a história fosse outra…

    …embora o maior problema pra se ultrapassar na F1 ainda é a turbulência que o carro da frente causa, fora tambem, a falta de um que de, digamos, Mansell nos pilotos de hoje na F1…

  11. Eduardo Casola Filho disse:

    Acho uma ideia que poderia ser boa se não houvesse tanta restrição. Esse regulamento é uma porcaria.

  12. Rodrigo Vila Verde disse:

    Solução para o problema das ultrapassagens: aposetem Herman Tilk

  13. EduardoRS disse:

    Sabe porque a F1 está essa bela porcaria? Porque está tudo complicado demais. Olha a quantidade de botão no volante. Quantos deles ajudam na hora de uma ultrapassagem? NENHUM. Tá na hora de acabar com essa palhaçada e voltar ao básico. Nos anos 70 e 80 tínhamos algumas corridas chatas, faz parte do esporte. O que não dá pra fazer é limitar a liberdade de criação dos engenheiros e inventar essas tralhas pra transformar a F1 em uma NASCAR ou em jogo de video game. Devolvam a F1 para os fãs!

  14. Robertof183 disse:

    A questão é a forma como ela está sendo usada; Ela e o KERS tem que ser usadas como alternativas; A asa sendo usada como está, é banalização. E outra; por incrivel que pareça a Stock Car está a dar uma idéia a F1. o push-to-pass da categoria tem um espaço de 4 seg para agir, ou seja, se o piloto de tras acionar tipo 2 seg antes do da frente, nunca mais pega. A asa móvel, na minha opinião, vai sucumbir na primeira pancada que tiver, ou por manuseio do piloto, ou por erro de calculo…

  15. O fracasso da asa móvel já vem embutido no regulamento desportivo, que prevê uma área específica do circuito para ela ser usada em situação de corrida… Um dispositivo que precisa de um aparato jurídico tão artificial não deveria nem ser cogitado a ser colocado em prática.

  16. Carlão disse:

    O que faz diferença mesmo, são os circuitos, que hoje em dia são uma porcaria ( exceção à Monza, Spa, Suzuka ) e a FIA / FOM não deixam liberar a criatividade dos engenheiros das equipes. Artificios para os carros quase padronizados, não servem para nada. Se querem fazer todos iguais, coloquem a NASCAR na pista…

  17. Waldner disse:

    Se a FIA nao faz nada a imprensa reclama se tenta mudar reclama tambem, mudança sempre são feitas com o intuito de melhorar, agora se algumas equipes se adaptam melhor ou desenvolvem mais que outras, dai pergunto a culpa é da FIA?

    • Victor disse:

      A culpa é da FIA. Sem sombra de dúvidas. Simplesmente porque baniram o efeito-solo. A mágica solução pro que todos querem. Já se perguntaram pq as asas da Indy e da GP2 continuam a mesma coisa de sempre? E seus carros ainda conseguem andar colados nas curvas? Efeito-solo. Sim. Esses carros possuem efeito-solo, mas de maneira mais responsável do que era feito no final da década de 70.

  18. Marcus Lins disse:

    RT @ivancapelli: Asa móvel: #EpicFail http://bit.ly/hUWc5G

  19. lucastex - f1 disse:

    Asa móvel: #EpicFail http://goo.gl/fb/A3dvw #análises #automobilismo #felipemassa #fia #gpdaaustrália #jensonbutton #regulamento

  20. Eden Thiago disse:

    Eu acho bizarro ela não funcionar, funciona de um jeito diferente mas no final faz o mesmo que a traquitana q a mclaren inventou ano passado, que fazia grande diferença em retas, porém fez quase nenhuma, e só o de trás podia usar. Sei lá.

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