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14 de fevereiro de 2010 - 18:19Análises, Box, Novos carros

Nostalgia como tábua de salvação

Mike Gascoyne apresenta pilotos e o carro da nova Lotus

Fotos: Divulgação/Lotus F1

Um grande nome retornou oficialmente à Fórmula 1. A Lotus, lendária equipe de Colin Chapman, reencarnou na Ásia 15 anos depois de fechar suas portas. O carro exibido semana passada por seu novo dono, o malaio Tony Fernandes, ostenta o belo verde clássico do automobilismo inglês – o British Green – com detalhes em amarelo que remetem às vitórias de Jim Clark nos anos 60. Uma lembrança que tocaria o coração dos fãs do automobilismo, não fosse o tom farsesco de uma nostalgia barata.

A máxima Marxista de que “a história se repete como farsa” se aplica diretamente à atual realidade de uma Fórmula 1 que acabou no ano passado. A temporada que se apresenta em 2010 possui três grandes características notáveis: o fim da segunda era das montadoras, a crise econômica que se reflete em carros com poucos patrocínios e um ar nostálgico no posicionamento dos times, seja na pintura, no discurso ou na escolha do nome ou dos pilotos.

Ao cabo de disputas políticas, a Fórmula 1 rachou entre 2008 e 2009. FIA e montadoras entraram em pé de guerra e o ex-presidente Max Mosley fez questão de mostrar quem mandava ao aprovar o polêmico difusor de fundo duplo de Brawn, Toyota e Williams no ano passado (quando já havia vetado tal solução a outras montadoras, pouco antes). A decisão, puramente política e de caráter nada técnico, derrubou os projetos das grandes montadoras, que gastaram boa parte de seu tempo e orçamento trabalhando no KERS, discutível e caríssimo recurso “inventado” justamente por Mosley. Enquanto Ferrari, McLaren e Renault se viam às voltas com o trambolho de recuperação de energia cinética, os “queridinhos da FIA” ganhavam corridas. A McLaren ainda conseguiu fazer o KERS funcionar de maneira eficiente do meio para o fim da temporada, mas aí a Inês já estava morta. Brawn e Red Bull foram as estrelas do campeonato e subverteram a ordem da Fórmula 1. Não por coincidência, o KERS foi abandonado para 2010. Um fiasco total.

Em meio a tudo isso, as equipes articulavam um racha e tentavam derrubar Mosley. Conseguiram, mas colocaram Jean Todt no poder, alguém com a bênção do ex-dirigente. A FIA mudou não mudando e a F1 se viu em uma das maiores crises de sua história. Num terreno instável, Toyota e BMW seguiram o rumo da Honda em 2009 e abandonaram a categoria. A Renault vendeu o controle de sua equipe para o grupo Genii e o fato é que 7 das 13 equipes inscritas para a temporada de 2010 – mais da metade, portanto – ou são novatas ou trocaram de donos nesta pré-temporada. Dos 10 times que correram em 2009, apenas seis continuam existindo como eram: McLaren, Red Bull, Ferrari, Williams, Force India e Toro Rosso. E se levarmos em conta que apenas três delas possuem uma história de mais de cinco anos, sendo que a McLaren passa por uma fase de transição depois que a Mercedes comprou a Brawn, o cenário fica ainda mais claro: a F1, como um dia conhecemos, acabou.

Renault lembra seus carros históricos. Mas quem manda na equipe não é mais a montadora.

Foto: Andrew Ferraro/LAT/Divulgação Renault

E é nessa fase de reconstrução geral que a categoria tenta se sustentar usando a nostalgia como carro-chefe. A Lotus volta com seu lindo carro verde, a Renault recorre ao preto e amarelo de suas origens, a tradicional Mercedes traz de volta um passado recente contratando Michael Schumacher, enquanto que a novata Campos se apega ao sobrenome Senna para ganhar algum tipo de identidade. A nostalgia nem sempre é ruim, principalmente se considerarmos as contratações de Schumacher e Bruno Senna. Mas chega a ser aviltante que a Renault se recubra novamente de suas cores originais justamente em um momento no qual menos tem participação na equipe. No caso da Lotus, nem se fala: a única coisa em comum com a histórica equipe é o nome e a escolha de cores. Nada mais resta com relação ao time original.

Fases de transição são mesmo difíceis e não condeno as equipes por tal apelo farsesco. A história é uma das poucas coisas que restam quando não se tem nada melhor para oferecer. O único problema é que se trata de uma estratégia que não dura muito tempo. Caso a Fórmula 1 não se estabilize num futuro próximo, corre o risco de ter sua identidade definitivamente extinta, virando apenas um circo de aventureiros, milionários excêntricos e dirigentes arrogantes.

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comentários

121 comentários

  1. Paulo disse:

    Pra que falar da Narjara Turetta cara? A mulher já está numa merda danada… fala sério, coisa feia, falta de humildade e compaixão com o próximo…

  2. JULIO DIAZ disse:

    Ivan, sem ser piegas mas a F1 nunca vai acabar e nem perder o charme. E isso por pessoas como eu e você, que mesmo discordando vamos acompanhar todos treinos e corridas. Eu por paixão e tu alem das obrigações profissionais como jornalista tambem por amor aos bólidos. É desse sentimento que se aproveitam os mandatários, assim como no futebol, então vamos curtir a temporada e a parte chata deixemos aos chatos.

  3. Renato Coletta disse:

    É por essas e outras que eu sou + Indy!

  4. Side Show Bob disse:

    Divirjo de seu raciocínio, não no mérito de fundo, mas no postulado.

    Segundo a sua premissa apenas Williams, Ferrari e Mclaren são equipes “históricas”, todavia, apenas a primeira realmente tem sua estrutura básica semelhante a seus dias de gênese.
    A McLaren é agora uma empresa de design e tecnologia, sendo que uma de suas subsidiárias é a equipe de fórmula 1.
    A Ferrari então é um caso ainda mais evidente, no qual, a empresa matter foi adquirida por uma montadora de carros populares, que se transformou em um conglomerado (tal e qual a General Eletric, que hoje fatura mais com operações de crédito, do que com venda de lâmpadas ou turbinas), que fabrica aviões, tratores e cuja principal fonte de receita são bancos de investimentos e corretoras.
    Destarte, não há que se lategar uma ou outra tentativa de revival, afinal todas estas tentativas haverão de ser farsescas, pois, não há como reviver um momento, afinal todo momento é uno, e mesmo reprisadas idênticas condições de temperatura e pressão, haverá o elemento da memória para albarroar qualquer prazer completo do reviver um determinado instante.
    Quanto à citação de Marx, ele em sua patetice (que incrivelmente foi sorvida por uma multidão de pessoas de pouca razão e muita vontade) na verdade estava se referindo a Napoleão III, em sua tentativa de restaurar o império edficado pelo Bonaparte mais famoso, mas que nada teve de farsa ou de fracasso (bem, pelo menos até antes do fim).
    Todos gostariam de um retorno de Brabham, Ligier, Tyrrel ou Alfa Romeu, o fato é que mesmo se fossem dirigidas por sucessores legítimos de Jack, Guy ou Ken, estas voltas não trariam a primavera de nossos dias, que na verdade ficaram trancadas no velho baú da memória, junto com Patrese, Di Cesaris, Lafitti, De Angelis, Pirroni, Piquet, Alliot, Gachout…

    • JULIO DIAZ disse:

      Exelente(tá certo?) comentário, por isso estou sempre aqui, Jornalismo de primeira com leitores seguidores e inteirados dos assuntos. Parabens colega pelo comentario que enriqueceu um já belo post.

  5. Rafael disse:

    Será que podemos esperar pra 2011 uma nova Fittipaldi Coopersucar alinhando no grid? (rsrsrsrsrs)

  6. Galak disse:

    Cacete quanto comentario… o Blog cresceu mesmo hein ‘-’

  7. Cappelli, sem querer ser crítico, você ficou sabendo da visita do Heikki a fabrica da Lotus? Prepararam um Evora para ele dar umas voltas. Pode ser até marketing, tentando ligar a imagem da antiga Lotus com a atual, mas no site Carro Online tem uma frase do CEO da fabricante de esportivos: “O Grupo Lotus está muito orgulhoso de seu pedigree e nós todos estamos muito satisfeitos em dividir nossa história com Heikki. Nós desejamos a ele e ao time de Fórmula 1 da Lotus muito sucesso para a temporada de 2010”. Ou seja, estão mesmo tentando vender esse peixe da continuidade. Sinceramente não sei até que ponto podemos falar que tudo isso é realmente “fake”. Talvez a maior sacanagem seja ligar o “pedigree” da Lotus com o Heikki.

  8. Robson disse:

    Você deve ter uma paciência de Jó, Capelli.
    O blog é do Capelli. Ele escreve o que quiser. Se ele quer escrever uma coluna, pelo menos leiam com atenção. Se não concordam, argumentem, não ataquem.
    Se não gostam do Flávio Gomes, e não gostam do Capelli, simples: não dêem audiência a eles. Melhor do que perder tempo e ficar atacando a ambos nos comentários.
    Ficar discutindo se a Lotus é ou não legítima é igual a discutir Schumacher e Senna, Barrichello e Barrichello, Alonso x qualquer companheiro de equipe. É masturbação mental.

  9. Mister M disse:

    Capeli tá igual ao seu amigo FG… Quando fica sem assunto se mete a “surrar” algum coitado que paga o pato!!!!
    Bem vindo ao capitalismo meu amigo, o sujeito teve peito e grana para comprar a marca Lotus, ele monta a fábrica aonde quiser, aplica a marca aonde quiser… A marca é dele.
    Não sei pq essa mania que vc e os amiguinhos do FG têm de meter o malho em quem FAZ, enquanto eles fazem; bom ou ruim não importa; vcs se promovem metendo o malho em quem produz.
    Vcs deviam gostar mais quando a F-1 ficou com poucos carros arriscada da ficar com menos bólidos ainda.
    Tirando a Williams que é a única equipe de F-1 com os mesmos donos e filosofia de trabalho desde que iniciou no “esporte”; todas as outras estão irremediavelmente descaracterizadas e são guiadas em direção ao lucro.
    Resumindo, o sujeito devia ser ENALTECIDO pq tirou uma marca icônica do limbo e resgatou uma das partes mais importantes da história da F-1 de volta as pistas.
    Esse post é LAMENTÁVEL.
    Não gostou? Não está bom para vc? Escreve sobre outra coisa!!! KKKK
    Não gostou dos meus comentários? Escreva esse tipo de baboseira aonde eu não veja! :oP
    Vamos ver se pelo menos vc publica… Ao contrário de outros amiguinhos puxa-saco do FG acho q vc apenas erra a mão de vez enquando ao contrário de outros casos perdidos q são autoritários, facistas e nem publicam os meus comentários.

  10. Luis Vieira disse:

    Capelli, concordo na sua constatação que a F1 passa por uma grande crise e precisa em um futuro proximo se reerguer ou corre um serio risco de existencia ou no minimo respeito.

    Porém na minha opinião, por mais que o Max Mosley tenha dito e feito muita besteira em uma coisa concordo com ele. Sobre achar um jeito de segurar os orçamentos das equipes.

    Foram eles que deixaram a F1 assim. Até meados dos anos 90 a F1 era no geral dirigida por garageiros e fãs verdadeiros do automobilismo. Com a chegada das montadoras e outras grandes corporações visando pura e exclusivamente um rapido retorno de investimentos a coisa desandou.

    As montadores, e outras grandes corporações, vem pra F1, despejam rios de dinheiro e seus projetos. Ai esperam um pouco. Se tiveram o retorno esperado permanecem (gastando os rios de dinheiro) senão fecham as portas sem nenhuma cerimonia (isto sem falar nas crises mundias). OK, a principio não temos problemas pois a F1 sobrevive sem eles. Porém nesse processo de orçamentos estratosféricos os garageiros e equipes apaixonadas, em grande parte viraram pó. Pois não conseguem (obviamente) acompanhar a tocada das montadoras.

    O mundo teve varias crises economicas globais nos anos 70 e 80 e foi justamente nessa epoca que a F1 viveu tempos gloriosos. Pois quem estava lá (em geral) fazia das tripas coração para continuar. E os orçamentos eram humanos o que facilitava tal tarefa.

    Abraços a todos.

  11. fernando disse:

    “No caso da Lotus, nem se fala: a única coisa em comum com a histórica equipe é o nome e a escolha de cores. Nada mais resta com relação ao time original.”

    A coisa não é tão farsesca assim. É bom lembrar que a Lotus é controlada pela estatal malaia Proton:
    “Late in 1996, the Malaysian company Perusahaan Otomobil National Berhad (PROTON) announced it had purchased an 80% majority share in Lotus Group International, Ltd. (Group Lotus’ parent company).” in:
    http://www.lotuscars.com/AboutLotus.aspx

    A equipe acabou os anos noventa, alías, todo o departamento de competições começo a acabar com morte do Colin Chapman, e entre as décadas de 80 e 90 a Lotus ficou estagnada nas mãos da GM, quando foi comprada por Romano Artiolli que começou a pensar o Elise, projeto que com o dinheiro da Malasia slvou a Lotus da falência.
    Agora que a empresa está bem, com o Elise como referência de sport car, com imagem rejuvenescida na Europa e buscando reestabelecer-se nos EUA e comquistar novos mercados. Agora sugem novos projetos, como o Évora e o novo Esprit, e também o retorno Às competições:

    “Décadas más tarde, año 2009, David Bahr toma el asiento de CEO en Lotus, y está decidido a devolver a la marca al sitio que se merece, a la altura de Lambo, Ferrari o Porsche. Qué mejor manera de hacerlo que con participaciones deportivas de nivel.

    Bahr ha colocado para ello a Claudio Berro como director de Lotus Motorsport. ¿El objetivo? Gestionar los intereses de Lotus en la F1, y estudiar la posibilidad de volver a competiciones como GT, Le Mans e Indy Car.” in: http://es.autoblog.com/2009/10/28/lotus-y-le-mans/

    Assim o todo o departamento de competições deverá ser construido, e qual o problema de “tercerizar” a participação na F1, se há investidores interessados, pessoas competentes (Mike Gascoyne não é qualquer um)e a Lotus perdeu o staff adequado para gerir uma equipe na categoria após 15 anos de ausência?

  12. Alexandre Pires disse:

    UMA IMPORTANTE QUESTÃO
    História das marcas ou história das fábricas? Nomes de equipes ou instalações de construtores? ‘Trade marks’ ou ‘car makers’?

    Capelli, ontem gastei um tempo lendo seu ‘post’ e os comentários. Valeu à pena. Todos de parabéns! Saí instigado a pensar qual seria um elemento da Fórmula 1 representativo da continuidade. Tirei várias pistas do que li de você e dos outros leitores. Ficou evidente que essa categoria do automobilismo é marcada pela mudança aparente (nomes, patrocínios, fornecedores) e não substancial (fábricas, instalações, cidades). Então, pensei que os nomes (marcas) são verdadeiras armadilhas como critério de continuidade. Também pensei que a compra de espólios e direitos de inscrição são melhores que as marcas, mas ao mesmo tempo podem significar apenas uma formalidade e não a manutenção real do espólio ou da equipe que iria se inscrever. No fim, concluí que as instalações (fábrica principal e/ou sede operacional) acabam por ser um critério mais preciso de continuidade. Inclusive, percebi que não há uma história acessível das ‘garagens’ e ‘fábricas’ da Fórmula 1, o que é lamentável. Fiz um pequeno levantamento a respeito dos ‘team bases’ ou ‘quartéis-generais’ das equipes atuais e algumas historicamente relevantes. É notável como há uma grande continuidade no quesito manutenção de instalações, com uma ou outra mudança. Naturalmente, estou usando como critério de localização das instalações pura e simplesmente a cidade da equipe. Evidentemente, as equipes poderiam e podem possuir instalações em diferentes cidades ou países, mas há sempre uma cidade definida como a ‘base’. Como não é algo que exige muita seriedade me limitei a pegar as informações disponíveis no en.wikipedia.org (mantive a toponímia inglesa). Sugiro a você ou outro colega blogueiro de Fórmula 1 que lance um ‘post’ a respeito de fábricas e sedes das equipes de Fórmula 1. Abaixo compartilho com vocês o que encontrei:
    - Maranello, Emilia-Romagna IT: Ferrari 1950-
    - Faenza, Emilia-Romagna IT: Toro Rosso (antes Minardi) 1985-
    - Hinwil, Zürich CH (antes Hinwil & Munich, Bavaria DE, antes Hinwil): Sauber (antes BMW Sauber, antes Sauber) 1993-
    - Madrid ES: Campos 2010-
    - Charlotte, North Carolina US (& Alcañiz, Aragon ES): USF1 2010-
    - Dinnington, South Yorkshire UK: Virgin (antes Manor) 2010-
    - Woking, Surrey UK: McLaren 1966-
    - Ockham, Surrey UK: Tyrrell 1968-1998 (espólio para BAR)
    Brackley, Northamptonshire UK: Mercedes (antes Braw, antes Honda, antes BAR) 1999-
    - Silverstone, Northamptonshire UK: Force India (antes Spyker, antes Midland, antes Jordan) 1991-
    - Milton Keynes, Buckinghamshire UK: Red Bull (antes Jaguar, antes Stewart) 1997-
    - Milton Keynes: ‘Brabham’ MRD 1962-1992
    - Leafield, Oxfordshire UK (antes Milton Keynes): Arrows 1978-2002, depois Super Aguri 2006-2008
    - Witney, Oxfordshire UK: Benetton (antes Toleman) 1981-2001 (espólio para Renault)
    Enstone, Oxfordshire UK: Renault 2002-
    - Grove, Oxfordshire UK: Williams 1978-
    - Hethel, Norfolk UK: Lotus 1958-1994
    Hinghan, Norfolk UK: Lotus 2010-
    - Bourne, Lincolnshire UK: ‘BRM’ British Racing Motor 1951-1977
    - Huntingdon, Cambridgeshire UK: Lola 1962-1997 (intermitente)
    - Vélizy-Villacoublay, Île-de-France FR: Matra 1967-1972 (espólio para Ligier)
    Abrest, Auvergne FR: Ligier 1976-1996 (espólio para Prost)
    Guyancourt, Île-de-France FR: Prost 1997-2001
    - Cologne, North Rhyne-Westphalia DE (& Tokyo JP): Toyota 2002-2009

  13. Antonio disse:

    Caramba! Muito legal este novo espaço…Capelli.

    Então, sobre o post…
    Ver a nova Lotus e lembrar do que ela já foi é a mesma coisa que me pedir pra voltar a ser moleque hoje e encarar o filme do Speed Racer como eu encarava os desenhos dele na época! (No desenho, o match 5 não dava aqueles pulos fantásticos do filme!!!).
    Não dá! Já foi… perdeu a essência!Só fica o respeito à lenda e mais nada que possa te cativar…
    Essa Lotus “cheira àquelas refilmagens que perderam a essência”.

    Abraço.

  14. Diogo maia disse:

    Independente de como esteja acontecendo essa transformação na F1, me alegra ver que a própria F1 renasce com uma atmosfera de uns 20 anos atras com 4 grandes equipes com chances diretas de lutar pelo título tanto de pilotos quanto de construtores. A pré-temporada tem mostrado surpresas mas é lógico que, apesar dos resultados até agora apresentados, não dá para tirar conclusões seguras pela falta da informação de quanto de combustível eles usaram para conseguir esses tempos.
    Mas que bom que isso está acontecendo, pois para nós fãs essas incertezas de quanto de peso e que qual piloto grande vai dominar e de qual surpresa vai nos abrilhantar com seus resultados é o que faz com que ganhamos mais vontade de ver esta temporada. E como diz o coro: começa logo F1 2010 !!!

  15. felipe disse:

    acabei de descobrir que política, religião e Lotus não se discute…

  16. Lucas Domakoski disse:

    Pelo amor de Deus, tem gente que se ofende pessoalmente ao ver opiniões contrárias às suas serem proferidas. Vamos manter o nível, minha gente! Capelli, comento pouco aqui no seu blog, mas sempre estou lendo os seus posts. Parabéns, esse seu trabalho na internet é magnífico e as curiosidades são sempre muito legais de se ver. Gosto muito das suas análises das corridas e dos posts sobre os capacetes, que é um assunto que eu adoro! Continue o bom trabalho. O seu blog, ao lado do Fórmula UK, é o melhor da internet. Abraço!

  17. PAULO SANTOS/RJ disse:

    Estou jogando um jogo de Formula 1 chamado F1 Challenge. Nele, consegui as temporadas de 1978 a 2009. Muito show. Nesse jogo vejo as diversas fases da vida de muitas equipes. Equipes que ainda existem, equipes que ainda hoje resistem, equipes que foram e voltaram. Essa coisa desse milionário Malaio de trazer de volta a Lotus, foi uma jogada de puro marketing. Ainda mais com os dois “grandes pilotos” que irão correr: Timo Glock e Heiki Kovalainen (se fossem pilotos no mínimo razoáveis estariam em equipes maiores, com mais estrutura). Por um lado, a pintura nos leva ao tempo em que a Formula 1 era de equipes e pilotos que corriam por puro prazer. Por outro, nós já sabemos que essa equipe (Lotus 2010) pode dar continuidade a fase que a tirou das pistas lá pelos idos de 1997, ou até pagar micos de equipes como a malfadada Forti. Ter dinheiro na fase atual da Formula 1 é bom, pois garante sobrevida as equipes, mas qual é a ideologia do novo “dono” da lotus? Colin Chapman fez história na F1 com inovação. Coisas que mudaram a F1 para sempre. E essa nova equipe, será que tem algo a acrescentar? Será vem com alguma carta na manga. Ao que parece não.

    Espero que eu esteja errado, mas será apenas mais uma equipe a figurar no cenário da F1 moderna, assim como essa tal de Virgin (antiga, mas nem tanto, Manor!!).

    Abraço a todos.

  18. marcio disse:

    Quem gosta de f1 não se importa da onde vem as equipes, o que interessa é um grid com 26 baratinhas roncando e arrancando com vontade e de vez em quando dando umas porradinhas deleve……..Vida longa à f1 com malaios, franceses, ingleses, japoneses, até americanos e quem sabe um dia, com coopersucar também.

  19. Ricardo disse:

    por mim podia vir logo uma equipe chinesa e botar o nome de ALFA ROMEO… Quanto mais resgate dos nomes, melhor…

  20. Ylan Marcel disse:

    Nada a ver o retorno da Lotus…

  21. PAULO VITORINO DOS SANTOS disse:

    E aí Capelli, está gostando da nossa terra? Tem gostado das férias em Pernambuco? Aproveite bem seus dias de folga, veja como aqui ainda brincamos um carnaval mais “inocente” e mais familiar, com várias turmas de amigos montando blocos e se divertindo a valer. Parabéns pelo blog e muito sucesso na vida.

  22. j0nas disse:

    Boas, acho que os positivos relativamente à época de 2010 são claramente superiores aos negativos apontados no teu texto, é verdade que ainda não há sinais definitivos no poder governativo no que respeita à mudança, mas…já não me lembro da última vez que tivemos 4 campeões mundiais a disputar um campeonato do mundo e todos eles com máquinas suficientemente competitivas para discutirem o campeonato do mundo? Temos uma equipa nova que aposta numa orientação tecnológica distinta das restantes outras, baseada apenas no CFD (computational fluid-dynamics)? A propria politica de redução de custos tem trazido muito interesse para a F1 mesmo o caso da aquisição de grande parte da Renault pela Genii nao surge nos mesmos moldes que outras aquisições do passado de fanaticos com dinheiro para enterrar com planos megalómanos, trata-se de mostrar e usar a plataforma da F1 como forma de introduzir novas empresas na economia mundial…
    Concordo que a F1 tem problemas pra resolver mas nao partilho da tua visão pessimista relativamente ao futuro da F1,

    Um abraço,

  23. Fabao disse:

    Bom, nao tenho nada contra a Lotus ser Malaya, Brasileira ou de Andromeda!
    Pra mim e um time novo com um nome tradicional que tiveram a otima ideia de usar as cores classicas da federaçao inglesa (foi uma bela jogada de marketing, o pessoal da F1 antiga adorou!)
    Eu tambem tenho minhas duvidas com relaçao a nova formula 1.
    Sinceramente queria saber por que nao deram vaga para a Prodrive e a Episolon que sao times com estrutura montada ao inves da USGP e da Campos que ja estao capengas antes do ano começar!
    Unica certeza que eu tenho e que a Formula 1 que conheci ja era, se tornou um grande negocio, marketing puro e caro demais para alguns aventureiros e com retorno restrito para muitas montadoras.

  24. arnold disse:

    O fato é que cada um tem suas opiniões e quer estar sempre certo. Isso me lembra a frase do ministro ingles W. Churchill : “O que eu desejo senhores, é que após um longo período de discussão, todos concordem comigo…..”

  25. É bom saber q a “Lotus” está de volta. Não interessa quem são os donos, o importante é q o nome está de volta.
    É a mesma coisa do Bruno Senna; não sei se ele vai vir, espero q venha. Ele não é, e jamais será o “Ayrton Senna”, mas o fato de estar de volta o nome Senna na F1, já dá uma alegria!

  26. Humberto disse:

    Eu tinha 16 anos quando o Emerson foi campeão no mais lindo carro de corrida de todos os tempos!

    A mim não me importa se a Lotus é Malaia, Siberiana, Marciana ou Venusiana.
    O que me importa e me emociona é saber que, pelo menos, a marca está de volta!
    Possiveis picaretagens a parte foi, para mim, emocionante às lágrimas rever aquele verde denovo!
    Desculpem a pieguice, mas foi muitíssimo emocionante.

    Humberto.

  27. fernandoabs disse:

    Fosse o dono da Lotus inglês, ninguém tava questionando a autenticidade da equipe. Se for levar esse raciocínio para as outras equipes da F1, somente a Williams é uma equipe original.

    Quem diz que a McLaren de até 1980 é igual à atual está bem enganado. A nova equipe só tinha o mesmo nome e patrocinador, pois o senhor Ron Dennis conseguiu dar o golpe no verdadeiro dono que se chamava Teddy Mayer e mandou todo mundo embora da equipe e do zero fez outra estrutura usando a grana do Mansur Ojjeh, verdadeiro dono da organização. Até a nomenclatura dos carros mudou de M (de McLaren) para MP4 (McLaren Project Four). A verdade é que só mantiveram o mesmo patrocinador o resto não tem nada a ver.

    Mais exemplos: a Renault comprou a antiga Benetton, mantendo toda a estrutura e a maioria dos técnicos. Assim surgiu outra equipe que tem a origem diversa do time de 1977. Engraçado que não época ninguém questionou a autenticidade da mesma. A Mercedes fez a mesma coisa a comprar a antiga Brawn esse ano.

    Vai ver porque os donos eram europeus (tratando-se então de um sangue-azul) e não um reles asiático (de pele escura e sem linhagem nobre). Estou achando que essa nostalgia não passa de discriminação disfarçada.

  28. ELF_TL72 disse:

    Só para efeito de comparação: até onde eu sei, uma das marcas relacionadas ao automobilismo mais famosas no Japão é o BANCO NACIONAL!
    Quando ele faliu aqui no Brasil, parece que um empresário de lá adquiriu do espólio o direito de uso da marca. Para que? Unicamente para fazer bonés azuis com o símbolo, exatamente iguais ao que Senna usava. E vendeu muito. Tudo baseado no que a marca representou, em uma relação com um ídolo não mais existente, e não no que a marca realmente é hoje, ou seja, um banco falido.
    Agora, já imaginou se esse empresário resolve realmente abrir um Banco no Japão utilizando a marca Nacional? Imaginou ele patrocinando um piloto popular? Nem de longe poderemos dizer que se trata da mesma empresa. Creio que é igual o que ocorre com a Lotus. Um mero caso de uso de uma marca. Tenha ou não os mesmos princípios, tenha ou não a mesma atividade, a falta de contiunuidade faz com que qualquer identificação com um passado remoto tenha se perdido no tempo. Outros tempos, outros lugares, outras histórias…

  29. Felipe Fugazi disse:

    Catzo, quanto debate por tão pouco, parece que estão discutindo “o sexo dos anjos”…mas reitero meu respeito pelo Capelli, que tem humildade e paciência para argumentar e contra-argumentar, diferente de umas certas estrelas da blogosfera que se sentem o Excelentíssimo Senhor da Verdade…
    Quanto ao “revival” da F-1 com o British Green da Lotus, Renault Amarela e Preta, Flechas Prateadas da Mercedes, poderiam “desTilkezar” Hockenheim e colocar Kyalami no lugar de Abu Dhabi, aí sim.

  30. Pablo Habibe disse:

    O século XIX foi o berço do nacionalismo que chegou ao apogeu nos anos da segunda guerra mundial. De varias maneiras, é também a origem dos sentimentos que originaram a Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos e _ por que não _ a Formula 1. Uma era de reis e imperadores, inclusive aqui no “Brazil”, e não é surpresa que um erro tão grande (o nacionalismo) persista por tanto tempo. Vide a escravidão ou a inquisição, que campearam por séculos.

    A F1 nasceu sob o signo das cores e times “nacionais”. A Ferrari é vermelha, assim como foram as italianas Maserati e Alfa Romeu, da mesma maneira que Vanwall, Brabham e a Lotus ostentavam um verde musgo comum aos times britânicos. Digamos então que F1 é neta o nacionalismo oitocentista e filha das olimpíadas da era moderna.

    E é mesmo, mas o fato é que ela surgiu e tomou forma no século XX, sob a égide de um capitalismo que era mais antigo que os nacionalismos. As cores nacionais deram lugar aos patrocinadores que, muito embora não tenham substituído os hinos nacionais por jingles, deram o tom a partir de então.

    Agora é preciso lembrar que as equipes, mesmo vestidas inicialmente em cores nacionais, eram e são empresas e, como tal, podem trocar de mãos. Esta mudança de donos é mais do que comum, não deve explicações a ninguém e fim de papo. Ou será que a McLaren deveria voltar para a família de seu falecido fundador neozelandês (Bruce Mclaren) para ter legitimidade?

    Por essas e outras eu dou boas vindas para a Lotus malaia. A não ser, é claro, que me provem que a marca vou roubada dos herdeiros de Colin Chapman, já que pouco me importa ela ter suas operações sediadas na Inglaterra ou em Kuala Lumpur…

    Se o mundial de Formula 1 nasceu nacional, o fato é que ele cresceu movido pela “mão invisível” do mercado. Não é a tradição “patriótica” que deve ser preservada no campeonato e sim a tradição de evolução tecnológica. O resto é papo furado…

  31. Becken disse:

    Putz, Capelli, na boa, cara, vc parece o Profeta do Apocalipse da F1.

    Primeiro aquele post de 2009 para 2010 afirmando que a F1 acabou e agora esse novamente batendo na mesma tecla…

    A crise econômica é mundial, meu amigo, o pêndulo das forças econômicas, o capital em si, está em transição com o surgimento de economias emergente na Ásia e no leste europeu. Se se muda o fluxo de capital, é lógico que isso reverbera em um esporte absolutamente dependente desse capital volátil. É essa é a leitura que deve ser feita é não resgatar essa nostalgia toda e proclamar: A F1 acabou, choremos!

    A F1 mudou, tem-se então que se mudar as mentalidades e forma de se refletir sobre ela.

    Por exemplo: qual a F1 que “nós conhecemos e que acabou?” A de cinco ou seis anos atrás quando a Ferrari e Schumacher ganhavam tudo e a audiência mundial despencava vertiginosamente?

    Essa F1 de apenas um vencedor era boa para quem?

    Nós teremos uma temporada em 2010 com um grupo de excepcionais pilotos que não se via desde quando Senna, Mansel, Prost e Piquet pilotavam juntos.

    Então, cadê a boa vinda a isso?

    Nesses testes de pré-temporada o site da Autosport despencou com a apresentação de Schumacher em Valência; a assinatura digital do site da própria Autosport foi à estratosfera batendo recordes com novas assinaturas; teve quilômetros de congestionamentos perto do circuito para ver Alonso na Ferrari, finalmente; blogs por aí entupiram de comentários e Page views durante os testes; e compareceram mais de 400 — sim, 400, não 40 como temporadas anteriores — jornalistas aos primeiros testes…

    Essa é expectativa para a nova temporada de uma F1que passou por uma grande transição e reformatação de contratos.

    A F1 está viva e excitante como nunca esteve, mas ela está mudando — o que é ótimo — e cabe a quem escreve e reflete sobre ela mudar também.

    • Pedro disse:

      Olhe, me desculpe mas eu nao concordo.

      O unico fato realmente relevante neste campeonato de 2010 é a volta de Schumaquer, oq nao se deve a FIA ou coisa assim. A Mercedes ja estava na F1 hà anos… ta certo, é mais bonito ter uma equipe Mercedes que Braw, mas acho que nao passa muito disso. .Se agora teremos uma equipe de Latinos, Ingleses e Alemaes, para mim que nao sou do tipo nacionalista, nao faz diferença nenhuma.
      O Alonso esta na Ferrari e isto é muito legal e ta atraindo publico, mas isto se deve a um processo particular dele e da Ferrari. E é puramente devido ao acaso que estes dois fatos ,Schumaquer e Alonso, estao acontecendo na mesma temporada. além disso nao teremos nem Raikonnen nen Heidfield correndo, dois grandes pilotos Eu acho que o Capelli esta certo, a F1 esta à Mercê do acaso e de interesses nem sempre produtivos, sem uma direçao e uma politica clara de estruturaçao depois da crise que se passou/esta se passando. De dirigentes que fala a palvra “bussines” cinco vezes em menos de 2 minutos. Vamos fazer um aposta? Vamos ver quanto tempo estas equipes novas vao ficar na F1.2 ou 3 anos? Isto nao é nada! Vamos ver…

    • Capelli disse:

      Não é questão de ser profeta do apocalipse ou não. O fato é que não me deslumbro facilmente.

      De toda forma, o único juízo de valor que faço no texto é referente à Lotus e à Renault, que apelaram para a nostalgia de forma meramente comercial e farsesca. A contratação de Schumacher pela Mercedes foi positiva, a chegada de Bruno Senna também vejo assim, assim como achei bacana o número vermelho dentro da bolota branca da Mercedes. Porque essas me parecem táticas válidas.

      Mas como disse no último parágrafo, não condeno as equipes por fazerem isso. Mas me preocupo porque esse tipo de jogada só funciona uma vez. Se não houver estabilidade no regulamento, as equipes continuarão trocando de mãos e de nomes até não restar mais identidade nenhuma.

      • Hasemi disse:

        Isso que é difícil de entender Capelli. No seu post sobre a Tyrrell, você diz “Imagino o arrepio entre os torcedores mais antigos ao verem um carro azul marinho rasgando as retas de Silverstone”. A Tyrrell deixou de usar o azul ainda nos anos 70, e depois disso só voltou a usá-lo quando não tinha patrocinador. Igual ocorre com a Renault, voltando pro amarelo e preto quando não tem patrocinador. Se o que a Renault fez é farsesco, retomar o azul da Tyrrell que não era presente no fim da equipe não seria um tom farsesco de uma nostalgia barata também?

      • Jean Deletraz disse:

        Concordo com o Hasemi. E mais… O Capelli escreve que os interesses da Lotus são puramente “comerciais”, sendo que no texto em que defendia a “volta” da Tyrrell, um dos argumentos que ele defendia era o do apelo econômico, pois, segundo seu argumento na época, “o nome de peso seria atraente para investidores” (embora na época isso também tenha sido criticado, afinal, se desde os anos 80 a Tyrrell mal atraía investidores e acabou justamente por isso, iria atrair investidores 10 anos depois da extinção?). Ou seja: usar o nome Tyrrell como “atrativo econômico” não é nostalgia com interesse comercial e farsesco, mas o nome Lotus, sim?

  32. Becken disse:

    Putz, Capelli, na boa, cara, vc parece o Profeta do Apocalipse da F1.

    Primeiro aquele post de 2009 para 2010 afirmando que a F1 acabou e agora esse novamente batendo na mesma tecla…

    A crise econômica é mundial, meu amigo, o pêndulo das forças econômicas, o capital em si, está em transição com o surgimento de economias emergente na Ásia e no leste europeu. Se se muda o fluxo de capital, é lógico que isso reverbera em um esporte absolutamente dependente desse capital volátil. É essa é a leitura que deve ser feita é não resgatar essa nostalgia toda e proclamar: A F1 acabou, choremos!

    A F1 mudou, tem-se então que se mudar as mentalidades e forma de se refletir sobre ela.

    Por exemplo: qual a F1 que “nós conhecemos e que acabou?” A de cinco ou seis anos atrás quando a Ferrari e Schumacher ganhavam tudo e a audiência mundial despencava vertiginosamente?

    Essa F1 de apenas um vencedor era boa para quem?

    Nós teremos uma temporada em 2010 com um grupo de excepcionais pilotos que não se via desde quando Senna, Mansel, Prost e Piquet pilotavam juntos.

    Então, cadê a boa vinda a isso?

    Nesses testes de pré-temporada o site da Autosport despencou com a apresentação de Schumacher em Valência; a assinatura digital do site da própria Autosport foi à estratosfera batendo recordes com novas assinaturas; teve quilômetros de congestionamentos perto do circuito para ver Alonso na Ferrari, finalmente; blogs por aí entupiram de comentários e Page views durante os testes; e compareceram mais de 400 — sim, 400, não 40 como temporadas anteriores — jornalistas aos primeiros testes…

    Essa é expectativa para a nova temporada de uma F1que passou por uma grande transição e reformatação de contratos.

    A F1 está viva e excitante como nunca esteve, mas ela está mudando — o que é ótimo — e cabe a quem escreve e reflete sobre ela mudar também.

  33. ELF_TL72 disse:

    Mantendo a discussão no campo dos automóveis, acho que isso é o mesmo “fenômeno” que acontece na indústria automobilistica com relação aos modelos de carros lançados.
    Existem as “gerações” que são os carros que nunca foram descontinuados, mas mantém o mesmo nome a cada atualização feita pela mesma fábrica. Existem os relançamentos de carros descontinuados e que voltam à produção, da mesma montadora e existem as releituras, que são relançamentos baseados em carros do passado, mas de fábricas diferentes.
    Gol e Golf são exemplos da primeira. Fiat 500 e New Beetle são exemplos da segunda. Já o Mini Cooper, atualmete da BMW, não passa de releitura, não tendo relação direta com o modelo inglês, tirando o nome e a aparência. Isso não é bom nem ruim, simplesmente é uma tática comercial adotada, remetendo ao passado, que achou seu mercado.
    A nova Lotus é isso, uma releitura, que optou por uma tática de remeter ao passado, simplesmete por uma questão comercial com uso da memória afetiva da marca. Nem boa nem ruim, apenas uma opção.
    Na minha opinião, até com relação às cores, lembra muito o retorno da Jaguar à F1, que voltou como um fantoche da Ford, detentora da marca, mas apenas por uma tática de mercado, sem qualquer afinidade com a antiga equipe de automobilismo dos anos 50/60.
    Em síntese, é uma franquia no estilo James Bond. Pode até manter o nome por uma questão de mercado, mas não espere ver o Sean Conery de 40 anos atrás nas telas novamente.

  34. Thales Toledo disse:

    Capelli, é verdade a história do Prost com texugo?!
    Caso positivo, como isso foi vazar?!
    Caso negativo, quem inventou esse negócio?!

    • Analberto Barbosa Rodrigues disse:

      Gosto muito dos textos que o Capelli escreve, mas ultimamente ele parece está estressado, o campeonato que mais promete é este agora de 2010, com vários pilotos bons em equipes boas, mas ele sempre encontra algo é pra criticar a f1.

  35. Ricardo disse:

    Toda essa nostalgia nas pinturas surge em meio a uma grande crise na F1. Talvez seja uma forma de reconstruir a atual imagem da F1 a partir dos tempos românticos dos garagistas ! Se vai dar certo ?
    Mas que os carros estão ficando legais em termos de visual, estão !!

  36. RT @ivancapelli: Post sobre nostalgia tá rendendo um bom debate lá no blog. É gratificante ter leitores assim. http://bit.ly/cqEd0p

  37. gustavo Buiatti disse:

    Acredito que a F-1 de hoje está buscando uma identidade pareceda com a A1 GP, Pois tem uma equipe 100% alemã, outra 100% inglesa, outra 100% latina, uma representado a India, e a outra representando a Malásia.

  38. Tempest disse:

    Capelli, acho que vc deveria urgentemente parar de andar com o Flávio Gomes. Esse seu post parece querer gerar apenas polêmica a qualquer custo. E como foi dito, quando foi com a Brawn/Tyrrel vc apoiou. E o pessoal informado aqui explicou muito bem.
    Pegou mal hein…

  39. Bom ver o circo pegar fogo. RT @ivancapelli: Post sobre nostalgia rende um bom debate. Gratificante ter leitores assim. http://bit.ly/cqEd0p

  40. Independente do fato de não ter a tradição da Lotus clássica, essa nova Lotus malaia é bonita, na minha opinião.

  41. Rodrigo disse:

    E’ Capelli, te colocaram na parede. Acho que estão com a razão.

  42. Capelli disse:

    Post sobre nostalgia tá rendendo um bom debate lá no blog. É gratificante ter leitores assim. http://bit.ly/cqEd0p

  43. Kamen Rider Black disse:

    Absurdo o texto. Tenho nojo dele Capelli. Basicamente você critica o fato da F1 se apoiar na História para ter mais solidez. Pra mim isso é uma coisa pela qual espero há um bom tempo, não porque eu ache que a F1 só tem que ficar olhando pro passado, mas o Automobilismo no passado era melhor, melhor se espelhar no passado do que olhar pro futuro às cegas – aí que a F1 corre riscos sérios de se perder e degringolar pra ser um esporte ridículo de gente “moderninha” e carrinhos espaciais com cores “cheguei” rosa choque, bem pra agradar o seu estilo. Dá licença, e outra a Fórmula 1 não está em nenhuma fase de transição não, a fase de transição foi 2009, com um grid pobre de 20 carros e quase rachando. Agora marca o início de uma nova F1 com mais profissionais no meio com a entrada de novas equipes, não está tão absurdamente caro entrar na F1 como no passado, as montadoras viram o seu lugar e despacharam da F1 o que é ÓTIMO!!! A F1 NÃO PRECISA DAS MONTADORAS para o seu governo. A F1 perdeu e muito na primeira década do ano 2000 o fator apaixonante que tinha antigamente, pra virar um esportizinho ridículo, agora perceberam que o caminho não era aquele, tem que ter pé no chão e voltar ao fator TRADIÇÃO, que é o que mantém os fãs gostando do esporte. A NASCAR é um sucesso nos EUA por que? Ou você não consegue fazer nenhum paralelo entre F1 e NASCAR?

  44. Erick disse:

    Huhauhaahah pessoal ta metralhando o Capelli, pelo menos ele é legal e humilde, debate numa boa, não é como uns e outros que ficam xingando só por estarem atrás de um pc, por isso que sempre passo por aqui e acho tudo muito interessante.

    hmmm…..sai dessa agora Capelli!! [3x]

    • Arnold disse:

      Isso é verdade..o Capelli tem humildade e bom humor pra argumentar, reconhecer erros, etc…diferente de outros blogueiros famosos de F1 ( não vou citar nomes russos aqui..rs )que são chiliquentos e extremistas…

    • Anderson disse:

      O tradicional ditado “ver cabelo em ovo” se expressa em alguns comentários deste post. Me desculpem profundamente, é só uma colocação, o que o capelli argumentou ali no post, não tem nada a ver com preconceito, não está rebaixando a equipe. Apenas se traduz no fato da nova Lotus não trazer nada na bagagem da antiga Lotus. Não traz a tradição, não traz a estrutura, não tráz ninguem da família do ex dono, ou seja, não tem além da marca e das cores, vinculo algum com a extinta equipe.

      Enquanto a idéia de colocar o nome tyrrel na equipe brawn, não acompanhei na época, mais pelo que dizem ai, a sugestão tinha por finalidade homenagear a estinta equipe e não revive-la não é?

      • Bruno disse:

        Anderson, a Tyrrell esteve na F1 até 1998, depois em 99 virou BAR que virou Honda em 2006, em 2009 virou Brawn e agora é Mercedes.
        Capelli, aproveitando o post do Anderson lhe faço uma pergunta: Se você fosse atualizar os dados nas cartas do Super Trunfo do site, você iria colocar os resultados desta nova Lotus somando com os dados da antiga ou criar mais uma carta para a Nova Lotus?

  45. Fábio disse:

    Capelli, no texto vc diz q a brawn e a red bull tinham difusor duplo… mas a redbull só implementou isso na espanha, quem começou com esse difusor não eram a brawn, williams e toyota?

  46. Sheldonn Rêis disse:

    Capelli muito bem observado tudo o que você escrveu no post. Desde que vi essa onda retrô eu venho pensando o mesmo. Os leitores parecem não ter compreendido a sua argumentação a respeito da Lotus. Não houve crítica ou preconceito, somente uma observação no melhor estilo “debordiano”: é uma mera relação imagética. A F1 infelizmente se transformou em um espetáculo que se relaciona conosco usando a imagem como mediação do discurso. Muito triste isso.

  47. Moisés Santos Ormond disse:

    “Dos 11 times que correram em 2009…”

    Não foram 10??

    1. Mclarem
    2. Ferrari
    3. BMW
    4. Renault
    5. Toyota
    6. STR
    7. Red Bull
    8. Williams
    9. Force India
    10. Brawn

    Esqueci de alguma??

  48. marceloa32 disse:

    RT @ivancapelli: Post novo no blog: em crise de identidade, Fórmula 1 se apega ao passado para se reencontrar. http://bit.ly/dhIJ8q

  49. Jean Deletraz disse:

    Engraçado… quando Ross Brawn “comprou” a Honda no ano passado, o próprio Capelli abriu campanha pra que colocasse o nome Tyrrell, porque seria uma boa homenagem, e ainda seria “atraente” economicamente. Quando entra o malaio, põe o nome de Lotus, justamente com esse propósito, é rechaçado pelo mesmo Capelli, que chama tal ato de “nostalgia farsesca”.

    Correção: as equipes que tinham difusor duplo no início de 2009 eram Brawn, Williams e Toyota. a Red Bull só foi instala-lo no meio da temporada.

    • Arnold disse:

      hmmm…..sai dessa agora Capelli!! :) :)

    • Jack Brabham disse:

      A diferença é que o grupo malaio não comprou o nome só pra pôr na sua equipe. Eles compraram a Lotus lá em 1994, para fabricar carros de alta performance, o que continuaram fazendo e honrando sempre o nome Lotus.

      No caso defendido pelo Capelli seria bem pior: uma nostalgia bastante farsesca, porque não seria uma empresa dona de uma marca há 16 anos, mas sim a compra de um nome para batizar uma equipe completamente nova.

      É, Capelli…

    • Capelli disse:

      A resposta é óbvia. Se Brawn batizasse sua equipe como Tyrrell, como planejou fazer, seria plenamente válido. Afinal, a Brawn era sucessora direta da Tyrrell, era a continuidade de sua história. O resgate seria plenamente justificável. Seria uma equipe que muito tinha a ver com a antiga, inclusive o nome. Já a Lotus não tem nada similar, a não ser o nome. Fui claro?

      • Jean Deletraz disse:

        Desculpe, Capelli, mas esse argumento é frágil.

        Não há relação nenhuma entre a Tyrrell de 98 com a Brawn de 2009 ou a Mercedes de 2010, exceto que, se voltarmos no tempo, veremos que uma foi adquirindo outra equipe, que adquiriu outra, até chegarmos na Tyrrell, no começo de tudo, quando foi adquirida pela BAT.

        Como já mencionaram, a marca Lotus (não a equipe) foi adquirida pela Proton. Qual a diferença entre os dois casos? Em um deles, adquiriram o espólio, no outro, o nome. De resto, não sobrou nada, nem de um, nem de outro. Então, por que defender a volta da Tyrrell e não a da Lotus?

      • Hasemi disse:

        Capelli, também não concordo com sua argumentação. Até mesmo com a Mercedes e a Honda, que tem vários funcionários ainda em comum na equipe eu não consigo ver uma relação. Com a Tyrrell, que tinha acabado há 10 anos quando a Honda saiu da F1, é que não havia relação mesmo. Apesar da equipe ter vindo da Tyrrell, era outra direção, outros funcionários, outra filosofia, a história da Tyrrell já tinha acabado. É como ver relação entre a Renault e a Toleman. Não há.

      • Rommel disse:

        hmmm…..sai dessa agora Capelli!! [3x]rsrsrsrs!
        Na boa Capelli não concordo com o argumento pois a Brawn não tinha mais nada a ver com o antigo time do Tio Ken, a Lotus pelo menos pertence a Proton, dona da Lotus Cars e comprou do irmão de James Hunt o direito de usar a marca da lendária equipe de F1. Mas admiro muito o fato de vc argumentar conosco e várias vezes até assumir seus erros em alguns posts, bem diferente de muitos Blogueiros de F1, por isso sou fanzão de teu blog!! Parabéns pelo, na minha opinão, melhor blog de F1 da rede!!

        • Henry disse:

          a Proton ou a Lotus Cars não comprou direito de usar o nome “Team Lotus”, nome da equipe Lotus na F1, que era uma entidade separada da Lotus Cars que pertence a Proton a vários anos, mas ambas pertenciam ao Colin Chapman originalmente, o irmão do James Hunt ficou com os restos da Team Lotus, inclusive esse ano na disputa por uma vaga a Litespeed, equipe de f3 fundada por alguns ex-funcionários da Team Lotus tentaram entrar com o nome de “Litespeed Team Lotus” e diziam ter autorização do David Hunt para isso, eles não foram escolhidos, e a Pronto/Lotus Cars já tinha anunciado que pretendia tomar a alguma ação legal contra isso (apesar de que o nome “Team Lotus” não pertence a eles), a nova Lotus da F1 se chama “Lotus F1 Racing” e não “Team Lotus” David Hunt, dono do nome “Team Lotus” não tem participação nisso, ou seja a conexão com a “Lotus” original se faz apenas pela “Lotus Cars” que era separada da “Team Lotus” desde o inicio da década de 50…

  50. Eduardo Casola Filho disse:

    Pode não ser a Lotus original, mas o carro é bonito e espero ser competitivo. Mas pelo menos os caras estão se mostrando comprometidos com o projeto à longo prazo, tanto que a Petrobras estaria interessada em fornecer combustível pros malaios a partir de 2011.

    • Adriano Santi disse:

      Olha, acho muito difícil isso acontecer… a Lotus tem grande apoio do governo malaio, que também é dono da Petronas, já envolvida com a F1 há um bom tempo. Seria mais fácil para a Petrobras voltar a fornecer combustível para a Williams, ou tentar uma parceria com a Virgin, já que tem dois brasileiros como pilotos.

  51. Herik disse:

    Os difusores estavam, no início da temporada, nos carros da Brawn, Toyota e Williams.

  52. Robson disse:

    Eu mesmo me pergunto por quê eu ainda vejo F1. Pelos carros? Gosto de uma ou outra pintura, mas os modelos desde 2009 são horrorosos. Pelos pilotos? De verdade, poucos são os que eu gosto: Massa, Raikkonen, Montoya. Dois deles já não correm na F1, e deixaram claro que a categoria quase matou o tesão deles por corridas. Das pistas? Nem a pau, todas “Tilkadas”. Do campeonato? Sonífera F1.

    Gosto da F1 ainda por causa dos meus 20 anos acompanhando a F1. Porque foi ali (sic) que vi Senna, Mansell, Prost, Schumacher, Hakkinen, Villeneuve, Montoya, Raikkonen, Massa. Mas como você bem disse, essa F1 morreu.

    A única razão pra eu ver a F1 ainda é a esperança que um dia, quem sabe, talvez, um pouco daquela dos anos 80/90 volte.

    Parabéns pelo blog. E sugiro fazer mais comparativos dos carros vistos de cima e de frente (um megapost com todos os modelos?).

    E mais uma pergunta pro Capelli: acha que a Campos/Meta/VW? sai em 2010?

  53. Arnold disse:

    Dane-se quem é quem, se existiu o vai deixar de existir. Não vai mudar minha vida e nem eu posso mudar o que esses caras fazem, alías, eles nem sabem que eu existo…rs
    O que eu quero mesmo é disputa, ultrapassagem e emoção. Isso independente da equipe ou piloto.

  54. bodemorto disse:

    RT @ivancapelli: Nostalgia como tábua de salvação http://bit.ly/dwcU0Q

  55. Renato Gouveia disse:

    Olha… achava o carro da Virgin lindo mas depois de ver este carro da Lotus perde fácil o posto de carro mais bonito do grid.

  56. Igor Padrão disse:

    Só uma pequena correção, Capelli:
    “Max Mosley fez questão de mostrar quem mandava ao aprovar o polêmico difusor de fundo duplo de Brawn e Red Bull”

    Os difusores duplos que iniciaram o campeonato foram os da Brawn, Toyota e Williams.

  57. Filipe disse:

    A f1 já é assim. Disse tudo. E mais, sempre foi.

    E é, na boa, ridículo, esse xiitismo, com o perdão do neologismo, pra cima da Lotus. Mudou de dono como McLaren e Ferrari, mas é a mesma marca, comprada por uma empresa malaia. É a Lotus Cars, e o próprio filho do Colin Chapman disse que lembra o tempo em que a organização criada pelo seu pai surgiu: muito trabalho e sonho – e isso é essência da F1, é bonito, é abnegação. Dane-se se há um investimento caça-níquel por trás – a F1 é norteada pela lógica do retorno financeiro há uns 40 anos.

    Me espanta que quando o assunto é a McLaren de propriedade, ao menos em parte, de um turco, ninguém diga “ah, mas essa não é a McLaren antiga”. Ou com a Cosworth, porque já foi de um monte de gente, inclusive da Ford, e hoje é de propriedade de ex-donos de equipe da CART que são americanos, embora a fábrica continue em solo inglês. A Ferrari não é mais unicamente da famiglia, estando nas mãos da Fiat e por aí vai… A diferença para a Lotus foi o hiato. E só isso.

    Certas milenarismos de fãs da F1 são realmente incompreensíveis…

    • Capelli disse:

      O Chelsea trocou de dono, mas continuou sendo o Chelsea. É o caso da McLaren. Agora façamos um exercício. O Corinthians fecha as portas. O Parque São Jorge fecha. Funcionários são todos demitidos. A torcida debanda. 15 anos depois, um empresário mexicano compra o nome e reabre o time, com sede em Pernambuco, sem nem sequer um funcionário original. E consegue um acordo para disputar a Série A. Aí eu pergunto: continua sendo o Corinthians? Eu tenho certeza que não.

      O que distingue a farsa da realidade é a continuidade. A evolução de uma equipe e suas trocas de donos fazem parte de sua história. O que é totalmente diferente de uma simples compra de marca.

      • Filipe disse:

        O paralelo que usei para comparação foram outras equipes e a Cosworth. Eu não saí da esfera do esporte a motor, que possui muitas especificidades. Para justificar o preconceito, você saiu.

        Futebol está muito mais vinculado a passionalidade e ao local geográfico de onde os timees são do que a F1 por uma série de motivos, dos quais o mais perceptível é que existem buzilhões de clube de futebol e um punhado de equipes de F1 que repercutem no mundo todo, ao passo que a esmagadora maioria dos clubes só possui difusão regional e nacional. Os times muitas vezes representam locais, bairros, comunidades e isso acontece porque, especialmente no Brasil, são muitos e não temos tradição de importar jogadores.

        Na Fórmula 1 isso não acontece. O número sempre restrito de equipes e a penetração que as marcas possuem no mundo as fazem muito mais simbólicas e icônicas que times de futebol. Assim como a sua composição de staff sempre transnacional as fazem desligadas do local de origem, coisa que nem os mais cosmopolitas clubes de futebol da Europa conseguem. A britânica McLaren até outro dia tinha um alemão como um dos cabeças. Na Ferrari, um inglês e um francês a conduziram nos seus anos mais vitoriosos.

        O fato de serem tão poucas as equipes e sua natureza tão global permite compreender porque é meio vago comparar a hipotética situação de um Corinthians montado em Pernambuco com a da Lotus financiada com dinheiro malaio. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

        • Eduardo disse:

          Filipe,

          Não está em discussão se o DNA da Lotus atual difere do DNA da Lotus original (digamos, de 30 anos atrás) mais ou menos do que o DNA da McLaren atual difere do DNA da McLaren de 1980. O que, claro, não significa que você não possa iniciar outra discussão a respeito.

          O caso que vc citou até é interessante, mas pouco tem a ver com o assunto tratado pelo Capelli. De forma alguma é válida sua crítica “poxa, você aceita a McLaren mas não aceita a Lotus”, dado que o comentário do Capelli não se apoiava na transferência de controle da equipe.

          O que está em discussão é o fato de que a Lotus atual só tinha em comum com a Lotus clássica uma coisa: o nome. Agora tem duas: o nome e as cores.

          Apesar da mudança de donos, tenho claro na mente a facilidade com que você encontrará quantidade consideravelmente maior de semelhanças entre a McLaren 2010 e a McLaren 1980, o que invalida fortemente sua argumentação.

          Um abraço,

          Eduardo

          ps.: Aproveitando o post (já que sou daqueles que muito lêem mas pouquíssimo escrevem):
          benvindo de volta e parabéns pelo novo formato do blog, Capelli. Muito bom.

        • Capelli disse:

          A resposta do Eduardo foi perfeita. Nada a acrescentar.

      • Andrew disse:

        Discordo Capelli, pouco importa se o motor da Maclaren de Senna era um Asiático, Honda, ou o piloto fosse brasileiro e sei lá quantos engenheiros eram asiáticos dentro da Maclaren sem o espírito Inglês da marca. O fato é que havia uma equipe defendendo a marca Maclaren. No mundo globalizado que vivemos atualmente pouco importa o lugar, pois estamos todos interconectados. Pra mim o títulos foram da Maclaren.

    • Junior disse:

      Me desculpe, mas a situação da Lotus é completamente diferente. McLaren, Ferrari, Sauber, etc podem ter mudado de proprietário, mas mantiveram suas estruturas nos países de origem, maior parte dos funcionários antigos, etc. Enfim, mudou de próprietário, mas os projetos foram continuados. A Lotus foi 100% extinta, da antiga só tem o nome. A maioria dos envolvidos não tem experiência com F1, e os que tem, não se mostraram muito competentes no seu passado recente. Além disso, devido a escolha de seus pilotos os diretores da equipe parecem nunca ter assistido a uma corrida de F1.

      Torço para que tenham sucesso e que se mantenham na F1, mas não são a boa e velha Lotus. Não são mesmo.

      • João disse:

        Capelli, Júnior, me desculpem, mas não consigo deixar de achar que todo esse preconceito com a origem malaia do carro da Lotus é uma tolice quase infantil.

        A Proton é dona da Lotus desde 1994, e, pelo o que me consta, foram eles próprios que decidiram sobre a saída da marca da F1. Se eles se mantivessem na categoria desde então, seus carros seriam tão malaios quanto esse. Então, qual é o problema?

        Atualmente a área de projetos e de produção da Lotus fica no Reino Unido e eles dispõem de modelos como o Elise, Exige, Evora e Europa, muito bem quistos pelos entusiastas do velho continente, que guiam seus carros esportivos sem se importar se a fábrica que os produziu tem dinheiro da Malásia ou de Marte.

        Reclamar se é ou não a Lotus quem vai construir seus próprios carros também parece ser bobagem sem tamanho. Afinal, quem é que olhava, com pesar, para os motores Mercedes Benz que fizeram o Mika Rakkinen ser bicampeão em 98 e 99 e lembrava que na realidade eram unidades Ilmor – empresa de propriedade do americano Roger Penske – rebatizados? Há mais exemplos por aí, mas esse é o primeiro que me vez à cabeça.

        A Bentley ficou fora de Le Mans por, sei lá, 60 anos, e quando eles ganharam a prova de 2003 os britânicos comemoraram o feito sem se importar se no fundo o carro não passava de um Audi R8 maquiado.

        Afinal, qual é o grande pecado? O simples fato deles serem malaios e, portanto, estarem distantes dos países em que é natural uma companhia ser proprietária de uma equipe de Fórmula 1?

        Desculpem, mas guardadas as devidas proporções, o que vocês fazem é quase a mesma coisa de reclamar que o Senna que deverá correr em 2010 é o Bruno, e não o Ayrton, que por um acaso também morreu há 16 anos.

        • Lucius disse:

          Também acho bobagem essa reclamação toda em cima da Lotus.
          E quando ao difusor, Red Bull foi prejudicada. Havia feito uma consulta antes do campeonato que fez com que não usasse a peça no início.

        • Bruno disse:

          Desculpe, mas vc capelli esta ficando gaga, a poucos post você elogiou o carro da mercedez com seus numeros envoltos a um grande circulo branco e ao carro branco da sauber sem patrocinios como era visto antigamente na F1.Mas agora você faz duras críticas ao carro da lotus, certo que não é a mesma lotus mas não faz sentido todas esas criticas
          O nome lotus foi vendida porque seus proprietarios assim quizeram, seja pra ter ganho mais dinheiros ou por dar continuedade ao seu nome.O nova lotus não tem nenhuma obrigação de realizar grandes resultado, pois mesmo a antiga já não foi boa o suficiente em permacer na formula 1
          E o caso dos difussores tambem esta meio sem sentido para mim, se o moslei queria mostrar que mandava para as montadoras pq ele não vetou o projeto da toyota com difusores duplos ?

        • felipe disse:

          Perfeito João…

        • Nitrox disse:

          Posso estar enganado, mas a “Lotus Cars” (fabricava carros esportivos de rua) foi repassada em 1984 para a Toyota, que acabou repassando para a GM em 1986 se não me engano. A proton foi pegar a Lotus Cars somente em 1996.

          A “Team Lotus”, que era a outra divisão da Lotus (a que era da F1) foi vendida para David Hunt (irmão do piloto campeão mundial James Hunt) após 1994. Ou seja, se a Lotus tivesse ficado na F1 seria inglesa, de propriedade de David Hunt, ou algum outro dono caso ele tivesse vendido a equipe ou falecido, pois não sei se ele ainda é vivo.

          O que estamos vendo são alguns malaios (hoje donos da Lotus Cars) que nunca tiveram nenhum contato com a F1 tentando se aproveitar de um nome de sucesso na categoria e de suas cores, mas sem ter qualquer tipo de relação com ela.

          Quanto as maquiagens de motores e carros, se os ingleses ou outros ficam contentes com esse tipo de coisa, é uma característica da cultura deles. Se a seleção da Argentina vestir um uniforme verde e amarelo, não importa se são as cores do Brasil, eu vou continuar torcendo contra eles.

          Por último quanto aos Sennas, eu nunca vi o Bruno Senna dizendo que se ele ganhar o campeonato vai ser o tetra do Senna, mas já vi diversas vezes os pilotos e chefes da nova Lotus dizendo que querem levar a Lotus de volta ao sucesso na F1. Como de volta se eles nunca estiveram lá?

        • João disse:

          Nitrox, perdão, de fato a Proton só foi tomar o controle da Lotus em 1996. Escrevi meu comentário de cabeça, sem consultar outras fontes.

          Mas mantenho a posição de que toda essa desconfiança direcionada contra a Lotus é motivada apenas por preconceitos bobos.

          De acordo com seus dados, David Hunt comprou o Team Lotus depois de seu fechamento. Os “impuros” malaios, em compensação, tiraram o time o limbo e o fazem renascer 16 anos depois. Então, de quem é o mérito?

          Como o Fernandoabs já comentou abaixo, se o dono da nova Lotus fosse inglês, ninguém estaria questionando a autenticidade da equipe.

  58. Felipe F. disse:

    - Capeletta a F1 ja é assim “…um circo de aventureiros, milionários excêntricos e dirigentes arrogantes.”

    • Capelli disse:

      E é. Mas não é só isso. Mas do jeito que a coisa vai, vai se reduzir a isso.

    • Eudemar disse:

      Antes havia um pouco mais de inteesse, dos donos da equipe, e tbem um pouco mais de ética, ainda acho uma coincidência, muito grande da Ferrari, de 1996 a 1999, vinha tentando o título, e sempre batia na trave, ou ironizando, nadava… nadava… e morria na praia!, depois entrou aquele que todos adoram esculhambar, e ele disparou a ganhar títulos, um atrás do outro, só parando, qdo ele se encheu e mudou de equipe, justamente, com o cara, que lhe ferrou a carreira, por 6 anos seguidos, voces acham que eles, querem brasileiro, dominando, pois de deixar, eles dominam, em 2008, o título era para ser do Massa, se ela quisesse, mas, o Domenicalli, não tem o mesmo posicionamento, de Todt e Brawn, e não sei não, se o Alonso não se perder, na Ferrari, pois estáva acostumado, com isso, com o aval do prepotente e trambiqueiro, Flávio Briatore,mas, agora vamos ver como ele se sai, com um piloto de sangue quente, que deverá sair dela, como companheiro.
      Ele, provavelmente, não estará lá, em 2011, se o jogo for, como dizem abertamente, que será o que dizem,acintosamente.

      • iGOR BdA disse:

        Pessoas como você precisam de tratamento… urgente!

        • Eudemar disse:

          Tem jogo de equipe, sim, só não vê, quem não quer ver, e o Capelli, quer ver uma coisa, que já era, com Bernie Eclestone, como manda-chuva, na F1, que foi pasteurizada, pelo mesmo.
          Se Alonso é tão piloto, como dizem, porque não ficou, na Mclaren, e bateu o Hamilton, colocando ele, como segundão?! Ao contrário, correu do pau, e voltou pra Renault?!
          Rotular outros de doente, é quem precisa de tratamento!

      • Eduardo disse:

        Maldade dizer que o cara precisa de tratamento urgente… Urgente deve ele se alfabetizar…

        • Eudemar disse:

          Você é outro que precisa!

        • Fernando disse:

          O Eduardo está correto. Da forma como colocadas as vírgulas o texto é de compreensão impossível. Tem de tudo, virgula separando sujeito de verbo, aposto fantasma…A oração que conclui o texto, então, é definitiva: “Ele, provavelmente, não estará lá, em 2011, se o jogo for, como dizem abertamente, que será o que dizem,acintosamente.” Alguém pode decifrar e nos dizer o sentido?

        • Eudemar disse:

          Por acaso, você é o Professor Pasquale!?

        • Eudemar disse:

          Ao Fernando: Alonso certamente será a aposta da Ferrari, para 2010.
          Quero ver como ficará sua situação, se ele não corresponder.
          Ele sempre foi superprotegido na Renault, pelo Briatore.
          E torço pelo Rubens Gonçalves Barrichello, pelo Massa e pelo Di Grassi!
          E posto comentários, no blog do Flávio Gomes, e nem o Flávio disse, que escrevo, como Pataxó.
          Leiam o texto, ao invés de analisarem meu português. Aqui é post de F1, não de correção de lingua portuguesa.

      • Nitrox disse:

        Eudemar: Por um acaso o seu sobrenome é Pataxó? É que você escreve como se fosse um índio !!!

        Desculpe a brincadeira, mas realmente com este excesso de vírgulas está bem difícil compreender a sua opinião.

        • Eudemar disse:

          ô cara-palida, é sobre o duelo de Fernando Alonso e Felipe Massa, na Ferrari.
          Alonso, com o aval do grupo Santander deverá ser o primeiro piloto, por contrato, não por méritos dele nesta nova equipe, esqueçamos que ele foi bicampeão e estacionou na carreira.
          Deu para entender.

  59. RT @ivancapelli: Post novo no blog: em crise de identidade, Fórmula 1 se apega ao passado para se reencontrar. http://bit.ly/dhIJ8q

  60. Francisco Luz disse:

    Muito bom. RT @ivancapelli: Em crise de identidade, Fórmula 1 se apega ao passado para se reencontrar. http://bit.ly/dhIJ8q

  61. Capelli disse:

    Post novo no blog: em crise de identidade, Fórmula 1 se apega ao passado para se reencontrar. http://bit.ly/dhIJ8q

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